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Como tem sido hábito nas campanhas europeias, o Benfica vai ter pela frente um adversário inglês. Os bifes, como os portugueses carinhosamente lhes chamam, têm sido uma presença habitual do lote de “inimigos” dos encarnados, principalmente com Jorge Jesus ao leme.

Na verdade, desde que o técnico português comanda a equipa, o Benfica já defrontou 5 equipas inglesas: Everton / Liverpool (2009/2010); Manchester United / Chelsea (2011/2012); Newcastle / Chelsea (2012/2013).

Como sabemos, na próxima quarta-feira o Benfica de Jorge Jesus vai defrontar a 6ª equipa inglesa, neste caso o Tottenham. E, como é habito da imprensa e dos adeptos portugueses, fica presente a ideia de que o Benfica se dá bem com equipas da terra da Nossa Majestade. Mas será mesmo verdade?

Numa rápida análise aos 11 jogos disputados desde a temporada de 2009/2010, é possível verificar que o Benfica apresenta um saldo de 4 vitórias, 4 derrotas e 3 empates, tendo ainda um registo de 19 golos marcados e 15 sofridos. A conclusão é fácil de tirar: o equilíbrio impera.

Obviamente que face a um lote de equipas onde se incluem planteis extremamente poderosos como são o Manchester United ou o Chelsea, ter na globalidade dos resultados 4 vitórias e 4 derrotas não é, de fato, um mau registo. Mas… também não é bom.

Benfica encontrou o Chelsea na final da Liga Europa em 2013 Fonte: Syrcro, Wikipedia
O Benfica encontrou o Chelsea na final da Liga Europa em 2013
Fonte: Syrcro, Wikipedia

À imagem dos números, serve tudo isto para justificar aquilo que eu espero do jogo com os Spurs: equilíbrio. Vai ser uma eliminatória renhida, decidida nos detalhes. Até pelas recentes declarações de um lado e do outro se nota um equilíbrio de força, com ambas as equipas a evidenciarem ter um grande respeito mútuo. Respeito esse que, acredito, vai ser transportado para o relvado.

Para esta primeira mão, não me parece que o Benfica vá para White Hart Lane jogar ao ataque no seu habitual 4-4-2 de grande fluidez ofensiva. Pelo contrário, Jorge Jesus deverá optar por um 4-3-3 dinâmico e capaz de auferir estabilidade defensiva – bem necessária, face ao poder ofensivo dos homens da frente do Tottenham – e suficientemente forte para criar ocasiões de golo e dominar a partida.

No entanto, JJ já nos habituou a algumas surpresas, principalmente nos jogos “decisivos”. Não é portanto, de estranhar se o Benfica apostar num ataque feroz à defensiva dos Spurs, que é na ótica geral dos especialistas o ponto mais fraco do atual 5º classificado da Premiar League.

O que é certo é que no relvado vão estar duas grandes equipas recheadas de grandes jogadores. Até nisso se equiparam:  Lloris, Luisão, Garay, Walker, Fernandinho, Dembelé, Sandro, Enzo, Gaitán, Adebayor e Soldado, juntos formariam um 11 de luxo para qualquer treinador.

Ao que parece, a chuva finalmente deu tréguas e o bom tempo veio para ficar. É garantido que os ingleses vão viajar em massa para Lisboa, prontinhos para esturricarem no característico sol português. Aconselho Jorge Jesus a meter “a carne toda no assador”, até porque este é um bife dos duros.

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