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Jogo tradicionalmente difícil no Bessa e com um Benfica altamente pressionado pelas vitórias de ontem dos dois rivais e altamente fragilizado pela ausência de jogadores fundamentais no onze inicial. Já lá vamos. Salvio aproveitou a onda de lesões que afecta o plantel encarnado e foi titular pela primeira vez no campeonato, num onze que contou ainda com Samaris no centro da defesa – fez, de novo, dupla com Lindelof – e com André Almeida no lugar de Fejsa no meio-campo.

O Boavista já havia roubado pontos ao Sporting e ao Braga nesta época, pelo que, com tantas ausências e com o plantel encarnado a começar a dar sinais de algum desgaste físico, não se podia esperar um jogo fácil. E não o foi, de todo. O que a primeira parte não teve em futebol teve em confrontos físicos e picardias entre jogadores. O controlo do jogo era da equipa da Luz, como se esperava, mas não conseguia traduzi-lo, sequer, em oportunidades de golo junto da baliza de Mika. O tempo ia passando e os comandados de Rui Vitória não encontravam forma de furar a defesa da casa. As investidas de Salvio eram inconsequentes – o argentino ainda está bem longe daquilo que pode fazer -, Jiménez e Jonas atropelavam-se nas imediações da área, Pizzi é peixe fora de água na ala esquerda e o meio-campo via-se a braços com um Boavista muito aguerrido e solidário. Renato Sanches teve de jogar quase por dois, já que a exibição de André Almeida a trinco deixou muito a desejar.

Mais uma maré encarnada por esse Portugal fora... Fonte: #SL Benfica
Mais uma maré encarnada por esse Portugal fora…
Fonte: SL Benfica

Assim fechava a primeira parte e no início da segunda até foi o Boavista a assustar Ederson em algumas ocasiões. Aproveitando o cada vez maior avanço do Benfica no terreno, a equipa de Sánchez agradecia no contra-ataque mas faltou sempre acerto na finalização. Há claros sinais de melhoria neste Boavista, que já consegue demonstrar qualidade e dinâmica atacante. Apenas assim, claro, podia encarar este jogo como encarou e jogá-lo olhos nos olhos com o bicampeão nacional. Tanto esforço resultaria, pois, numa quebra física por volta dos 65 minutos, altura em que o Benfica voltou para o forcing final. Mais com o coração do que com a razão, poucas foram as chances de golo que o Benfica criou até final. Apenas Pizzi teve o golo nos pés mas não aproveitou, feito que Ruben Ribeiro, depois de sentar Eliseu, repetiu no lado contrário, atirando para a bancada.

Foi já em tempo de descontos, quando o Boavista estava perto de ver tanto esforço recompensado e os benfiquistas se preparavam para o pior, que Jonas vestiu, pela enésima vez, a capa de herói. Passou ao lado do jogo durante os 90 minutos mas guardou o melhor para o fim e bateu Mika após prodigiosa assistência de cabeça de Carcela. Um golo que, lá para Maio, poderá vir a ser muito, muito importante. Muitos dirão que foi sorte e que caiu do céu mas não nos esqueçamos das inúmeras vitórias alcançadas desta forma pelo maior rival do Benfica na corrida para o título.

A Figura:
Boavista – Excelente a forma como a Pantera se bateu perante o líder do campeonato. Não se limitou a colocar o famoso autocarro e conseguiu, por diversas vezes, estar perto de se chegar à frente no marcador. Bom trabalho de Erwin Sánchez.

O Fora de Jogo:
Raúl Jiménez – Péssimo jogo do mexicano, que não aproveitou a ausência por castigo de Mitroglou. É muito esforçado e corre muito mas os pés não acompanham tanta vontade…

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