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O último jogo do Benfica para a Liga NOS 2016/17 colocava-o no Bessa a enfrentar o Boavista. Num jogo que, em termos pontuais, em nada servia ao Benfica, o Boavista fez o corredor de honra enquanto os tetracampeões entravam em campo com um onze de segunda (ou mesmo terceira) linha.

Uma partida que contou com imensas mudanças no lado encarnado e que tinha como principal objetivo a consagração de mais 4 campeões portugueses. Três deles, Kalaica, Pedro Pereira e Hermes, jogaram a titular, ficando apenas Paulo Lopes no banco, dos que precisava de minutos para se sagrar também campeão da Liga NOS.

O Boavista tomou a dianteira no primeiro quarto de hora, numa altura em que se adivinhava que os axadrezados estavam a momentos de fazer balançar as redes do Benfica, hoje defendidas por Júlio César. Foi Iuri Medeiros que deu inicio à jogada, lançando na direita Fábio Espinho que entregou o golo a Renato Santos que só teve de encostar.

O jogo continuou equilibrado, notando-se, ainda assim, a dificuldade da equipa pouco habitual das águias em combinar uns com os outros. Faltava a rotina que se viu no onze base da equipa tetracampeã. O Boavista, por sua vez, ao não optar por lançar um onze muito diferente do habitual, acabou por ter jogadas mais interessantes ao longo da primeira parte.

À meia hora de jogo, Mitroglou perdeu a cabeça e reclamou de forma acesa com o árbitro e com um axadrezado, levando um amarelo. Por esta altura os ânimos aqueceram, sucedendo-se várias faltas e assobiadelas de parte a parte.

Na segunda parte o jogo manteve-se com o mesmo equilíbrio, apesar da entrada de Rafa para o lugar de Hermes. A equipa do Bessa, desiquilibrando um pouco mais, acabou mesmo por fazer o segundo golo. Assistência de classe do açoriano Iuri Medeiros para André Schembri que alargou a vantagem para euforia dos boavisteiros.

O golo veio numa altura em que o Benfica tinha entrado bem e conseguia ser mais perigoso. Aos 52 minutos, viu-se contrariado, mas os adeptos encarnados gritaram bem alto, não deixando a equipa baixar os braços.

Acontece que, já com Jiménez a render Filipe Augusto, o Benfica consegue reduzir a desvantagem. Uma grande arrancada de Rafa no centro do campo e um passe a desmarcar Mitroglou, fez com que o grego voltasse aos golos e reduzisse a diferença para um golo.

Pouco depois, um momento muito aguardado pelos benfiquistas, Paulo Lopes entra em campo para defender a baliza encarnada nos últimos 10 minutos da partida. A claque presente ficou ao rubro gritando “Paulo Lopes é campeão”. Assim, o Benfica garantiu mais 4 jogadores como campeões nacionais.

O resto do jogo manteve-se dividido, mas com as águias a conseguirem, cada vez mais, embalar o seu jogo e a criar mais perigo, embora sempre respondido com perigo do Boavista.

Chegava-se ao minuto 90 e Zivkovic desloca-se à bandeirola do lado esquerdo do terreno para bater um canto. Canto batido e aparece um estreante, Kalaica, para cabecear, muito forte, contra o poste de Vagner Silva, fazendo a bola bater no chão e Vagner desviar em sufoco. Confusão nas bancadas e no campo, o árbitro apita e garante que estava feito o empate pelo Benfica. Kalaica vivia uma estreia de sonho, com 90 minutos e um golo a dar o empate para os campeões nacionais. Ainda houve tempo para se esperar a reviravolta, mas o jogo terminava assim.

Empate no Bessa, num jogo em que havia objetivos distintos dos dois lados, e apenas um foi alcançado. O Benfica garantiu mais quatro campeões nacionais, mas o Boavista continua sem conseguir ganhar a um grande desde o regresso à primeira liga do futebol nacional.

Foto de Capa: SL Benfica

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