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A CRÓNICA: AXADREZADOS DE LUXO IMPÕEM LIÇÃO A ENCARNADOS

O último jogo da sexta jornada colocou frente a frente o Boavista FC, 17.º classificado do campeonato, e o SL Benfica, único clube com pleno de vitórias.

Ainda sem público na bancada, os “encarnados” entraram em campo a saber da liderança (provisória) do Sporting CP e, por isso, a ideia de Jorge Jesus passava por não facilitar e manter a senda de vitórias, bem como o primeiro lugar da Primeira Liga.

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Nos primeiros quinze minutos de jogo, a posse de bola foi repartida e muito disputada a meio campo, com as equipas a tentarem perceber qual a estratégia do adversário para o jogo.

Ainda que o Boavista FC tentasse parar a primeira fase de construção “encarnada” através da pressão alta, foi o Benfica que marcou primeiro por intermédio de Darwin Nuñez, mas o jovem avançado uruguaio estava adiantado e o golo foi anulado por fora de jogo.

Com o decorrer da primeira parte, os comandados de Jorge Jesus foram aumentando os números da posse de bola, mas pouco ou nada fizeram a nível ofensivo. Assim, aproveitou o Boavista: lance individual de Angel Gomes na área do Benfica, Everton comete falta sobre o jovem luso-inglês e Hugo Miguel não teve dúvidas em apontar para a marca de grande penalidade. O ex-Manchester United foi chamado a converter, não acusou a pressão e fez o 1-0 no Estádio do Bessa XXI.

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Benfica viu-se obrigado a jogar em desvantagem (algo que só tinha acontecido contra o PAOK) e subiu as linhas para encostar os “axadrezados” junto à sua grande área. O jogo não fluía, mas num grande lance individual, Adel Taarabt descobre Jan Vertonghen solto na área, mas o internacional belga cabeceia à figura de Léo Jardim na oportunidade mais clara do Benfica em toda a primeira parte. Como “quem não marca, sofre”, o Boavista fez o 2-0 aos 38 minutos por intermédio do hondurenho Eli,s depois de uma assistência de Angel Gomes.

O técnico do Benfica tinha de mudar o “chip” ao intervalo e colocou em campo Rafa, Seferovic e Weigl (para os lugares de Gabriel, Everton e Pizzi). Como era de esperar, os “encarnados” entraram por cima e aumentaram a sua pressão, mas as oportunidades continuaram sem aparecer e, aos 60 minutos, Jorge Jesus decidiu esgotar as substituições ao colocar Franco Cervi e Diogo Gonçalves.

O clube da Luz continuou sem apresentar grandes soluções ofensivas, apesar dos inúmeros avançados. A “machadada final” veio aos 74 minutos, quando Paulinho viu Hamache à entrada da área e colocou a bola no defesa argelino, que com um excelente remate deixou Vlachodimos pregado ao chão e deu ainda maior vantagem ao Boavista FC.

Até ao final do jogo, nota para as perdidas de Yusupha e de Darwin Nuñez, já para lá do minuto 90.

A FIGURA

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes – O internacional inglês sub-19 voltou a ser o melhor em campo com um golo, uma assistência e um penálti ganho. Emprestado pelo Lille OSCM, o luso-inglês voltou a mostrar a sua capacidade técnina bem como a sua maturidade em campo. Jogou e fez jogar a sua equipa. A continuar a jogar a este nível não admira que na próxima época volte ao seu clube de origem.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

SL Benfica – Depois do passeio nas primeiras cinco jornadas da Primeira Liga e nos dois primeiros jogos na Liga Europa, o emblema “encarnado” cai com estrondo no fecho da sexta jornada. Num jogo onde os melhores lances foram protagonizados por Vertoghen e por Darwin Nuñez já ao cair do pano, uma atitude apática e falta de dinâmica ofensiva foram as principais características dos encarnados.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu habitual 4-4-2. Sem poder contar com os habituais laterais por estarem lesionados, Jorge Jesus colocou no onze inicial o jovem Nuno Tavares e Gilberto.

A verdade é que foi pelos corredores que o Boavista mais atacou. Ambos os laterais mostraram pouca eficiência defensiva e muitos erros na construção de jogo. Se na primeira parte havia muita passividade por parte dos defesas, esta mesma atitude alastrou-se para a restante equipa na segunda parte.

Ainda que no segundo tempo tenha havido mais mobilidade e mais garra nos jogadores “encarnados”, o jogo nunca pareceu fluido e pouco foi o perigo à baliza de Léo Jardim (mais uma grande exibição do ex-Rio Ave).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (3)

Jan Vertonghen (4)

Nicolás Otamendi (5)

Nuno Tavares (3)

Gabriel (4)

Pizzi (4)

Adel Taarabt (4)

Everton ‘Cebolinha’ (3)

Luca Waldschmidt (3)

Darwin Núñez (3)

SUBS UTILIZADOS

 Rafa Silva (6)

 Julian Weigl (3)

Diogo Gonçalves (3)

Haris Seferovic (3)

Franco Cervi (-)

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O emblema “axadrezado” jogou de forma muito diferente em relação às anteriores cinco jornadas e mostrou atitude desde o início, a querer acabar a série de jogos sem ganhar.

Assente no habitual 4-3-3, o Boavista não jogou na defensiva e desde cedo pressionou a defesa encarnada de modo a tentar estancar a primeira fase de construção encarnada. De facto, a estratégia resultou e ao intervalo já ganhava por 2-0.

Apesar de ter defendido muito mais na segunda parte, os comandados de Vasco Seabra nunca perderam a atitude inicial e mantiveram o perigo longe da sua baliza. Com o jogo “a pedir” o contra-ataque, as “Panteras Negras” acabaram com a esperança do Benfica aos 78 minutos e assim asseguraram a primeira vitória na Liga NOS.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Cannon (6)

Awaziem Chidozie (5)

Castro (5)

Yanis Hamache (7)

Ricardo Mangas (6)

Miguel Reisinho (6)

Show (5)

Alberth Elis (7)

Angel Gomes (9)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

 Yusupha Njie (4)

 Gustavo Affonso (4)

Sebastian Perez (-)

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