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Mais uma vez o futebol fez das suas. Não porque a melhor equipa não passou. Aliás, se compararmos o domínio alemão da primeira mão, com o (bom) controlo benfiquista, em boas partes do jogo da segunda mão, depressa concluímos que os deuses do futebol tiveram do lado da melhor equipa. Ainda assim, não deixa de ser irónico que aquilo que ajudou o Benfica a manter-se vivo, e em vantagem, na eliminatória, se tenha virado contra os encarnados. O Dortmund foi eficaz quando mais precisou. Injusto? É relativo…

O jogo não começou nada bem para os lados encarnados. O Benfica, nos primeiros vinte minutos, com a entrada de André Almeida para fortalecer o meio-campo, começou por pressionar (um pouco) melhor na zona defensiva alemã. Ainda assim, com o conforto do golo inaugural, o Dortmund foi inteligente na circulação de bola e foi empurrando o Benfica para zonas perigosas. Ederson, nessa altura, voltou a ser gigante na baliza encarnada e deu tranquilidade a um Benfica que retirou méritos mais à frente.

Foi assim mesmo. O Benfica, aos poucos, e sem brilhantismo mas com qualidade táctica, foi ficando mais confortável no encontro. Pizzi era o farol táctico da equipa, Salvio e Cervi iam, com maior ou menor dificuldade, incomodando os laterais adversários e André Almeida, numa zona que conhece, ia estancando qualquer ataque adversário. As ocasiões até nem eram muitas – Luisão teve a melhor – mas o Benfica, até ao intervalo, em muitos momentos, desorientou uma equipa que durante 110 minutos na eliminatória, foi muito melhor.

A segunda parte trouxe uns dez minutos bons do Benfica. A equipa de Rui Vitória voltou a entrar personalizada em campo, com um momento decisivo: Cervi, com uma grande oportunidade, foi…ineficaz – o lance não era fácil… – e a equipa alemã respondeu em grande estilo. Com eficácia. Primeiro, passe de Pisceck e finalização de grande classe de Pulisic – talento que esteve apagado – e depois com Aubameyang a fazer aquilo que não conseguiu fazer na primeira mão – a jogada é trabalhada vezes sem conta no jogo alemão.

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Até ao fim, Rui Vitória arriscou, colocou toda a carne no assador, mas o Benfica estava morto. Por dentro. A equipa, mesmo quando tinha bola mostrava-se inoperante e o Dortmund, sem forçar muito, acabou por aproveitar o espaço deixado pelos encarnados. Aubameyang fez o terceiro da conta pessoal e mostrou que o ketchup futebolístico começa a ser uma ciência exacta. O Dortmund guardou toda a eficácia para a segunda mão. E veio bem a tempo para os alemães.

Foto de capa. Borussia Dortmund

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O futebol acompanhou-o desde sempre. Do amor ao Benfica, às conquistas europeias do Porto, passando pelas desilusões dos galácticos do real Madrid. A década continuou e o bichinho do jornalismo surgiu. Daí até chegarmos ao jornalismo desportivo foi um instante Benfiquista de alma e coração, pretende fazer o que mais gosta: escrever e falar sobre futebol. Com a certeza de que futebol é um desporto e ao mesmo tempo a metáfora perfeita da vida.                                                                                                                                                 O Jorge não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.