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Meu querido plantel, se a memória não me falha é a segunda vez que faço isto. Tenho a certeza absoluta de que já o fiz ao nosso timoneiro, não sei se ele a leu ou não, mas se o fez fico feliz e também ficaria se vocês a lessem.

Cabe-me alertar-vos para três tipos de circunstância que devem ser da vossa preocupação. Em primeiro lugar, o calendário. Bem sei que não se deve entrar em campo a pensar e outra coisa que não o jogo que vão jogar e o tipo de ensinamentos que o mister passou durante os treinos, mas peço-vos que tenham consideração para os cinco jogos que faltam até ao final desta longa aventura previamente conhecida como campeonato.

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Penso que é o Hélder Conduto, que nos comentários típicos de quem joga Fifa, diz que, “é o relógio que anda e o tempo não pára e é ele quem dita o rumo das coisas”, e tem razão. Mas mais do que o trabalho que o relógio tem há outro tipo de máquina que também anda e funciona à base de Benfica, o coração. Sempre que vocês entram em campo, sempre que há uma notícia sobre o clube ou sempre que alguém diz Benfica, ele bate e também sofre e para que não sofra muito pensem que cinco vitórias nos próximos cinco jogos, seis se pensarmos na final da Taça, acalma-o bastante.

Nessa linha de pensamento vem o segundo ponto, o jogo de sábado. O ano passado o receio era o mesmo e o peso também. Mais uma vez, o jogo em Alvalade tem o condão de ser importante na atribuição do título deste ano, mas desta vez os da casa não entram, de forma directa, nas contas. O que é pior. Infelizmente para nós este é o campeonato deles. Têm o terceiro lugar assegurado e há muito que andam em campanha para evitar que cheguemos ao tetra. É triste, eu sei, mas só há uma coisa a fazer, conquistar os três pontos e sair de Alvalade no lugar a que estamos habituados, em primeiro.

É preciso esta união Fonte: SL Benfica
É preciso continuar unido
Fonte: SL Benfica

E assim chego ao último dos meus apelos/circunstâncias, a vitória. Tudo o que roda e gira em torno do desporto é a conquista. Podemos perder horas a falar de como o Atlético o ano passado poderia ter ganho a Champions, de como o Espanhol em 2007 esteve tão perto de vencer a Taça UEFA ou de como nós estivemos, por duas vezes, perto de vencer a Liga Europa, mas isso pouco ou nada vale. Quem as ganhou é que sorriu, celebrou e festejou, com os companheiros e os aficionados, o levantar do caneco e parada de autocarro pelas ruas.

Nos últimos três anos fizemos disso ali como quem sobe a Avenida em direcção ao Saldanha. Lotamos esplanadas, enchemos café, fizemos das ruas o nosso estádio e da rotunda o nosso trono. Este jogo, tal como o do Porto, não é decisivo no verdadeiro sentido da palavra e está protegido pela matemática e eventualmente pela sorte, mas é dos mais importantes. Só têm uma coisa a fazer, ganhá-lo.

Foto de capa: SL Benfica