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Quatro dias depois da viagem à Grécia, o Benfica partiu para a Madeira para defrontar o Clube Desportivo Nacional.

Notava-se que ambas as equipas tinham vontade de atacar. A equipa do Nacional destacou-se pelas várias tentativas de contra-ataques bem elaborados com os jogadores das alas (com destaque em Camacho e Arabidze) a desmarcarem-se bem, mas o esquema defensivo do Benfica não deixava grande espaço para os atacantes da casa rematarem. De notar que na primeira parte o CD Nacional só conseguiu rematar uma vez, quando o Benfica já tinha dez tentativas de golo. Apesar disto, o Nacional continuou a tentar sair com a bola nos pés, sem se deixar levar por futebóis diretos nem “autocarros”.

A primeira grande oportunidade surgiu apenas aos doze minutos, quando Salvio consegue desmarcar-se para trás da defesa adversária e um passe de Pizzi coloca-o em boa posição de remate, esse que passa bem perto do segundo poste.

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Aos 22 minutos de jogo surge a segunda grande oportunidade para o Benfica marcar. Desta vez, Cervi faz um passe por entre dois jogadores do Nacional, o qual Grimaldo acompanha pela ala, assim ficando com duas opções: ou remata ou cruza. Grimaldo decide um cruzamento rasteiro, que passa à frente da baliza e a centímetros do nariz de Seferovic.

Aos 27 minutos mais uma boa desmarcação de Salvio, que arranca pelo corredor direito e faz um passe chave para Seferovic, deixando os defesas do Nacional para trás. Seferovic não perdoou no frente a frente com o guarda-redes, e finalmente se faz o 1-0.

Fejsa já andava queixoso há algum tempo e, aos 29 minutos, acaba mesmo por sair por lesão. Entra Alfa Semedo.

No acabar da primeira parte ainda houve tempo para dois belos cruzamentos de Seferovic, o primeiro que sai rasteiro e a passar mesmo à frente da baliza e a cheirar o golo; e na segunda tentativa, desta vez pelo ar e a calhar certinho na posição de Salvio que a cabeceia para dentro da baliza.

Os encarnados conseguiram uma goleada tranquila
Fonte: Liga Portugal

A segunda parte ficou marcada pelo arranque desconcentrado do Benfica e por um Nacional ainda com muita vontade de marcar. Tão desconcentrado estava o Benfica que até Cervi ficou quase a ver o cartão vermelho devido a uma entrada fora de tempo, muito dura e por trás do jogador. Árbitro e vídeo-árbitro a ficarem mal nesta decisão, que só deram o cartão amarelo.

O Nacional controlou praticamente a posse de bola toda dos primeiros 20 minutos da segunda parte, mas a defesa do Benfica continuou a não dar grandes hipóteses para remates perigosos.

Aos 71 minutos surgiu uma grande oportunidade para o avançado Rochez marcar quando Rúben Dias parece adormecer e deixar o adversário escapar-lhe à marcação. No entanto, o remate saiu muito longe da baliza.

Aos 76 minutos Pizzi descobre (num passe de mestre) Grimaldo que se desmarca para trás dos defesas madeirenses, e na boca da baliza faz o golo com um remate certeiro.

Logo a seguir sai uma grande jogada do Nacional que dá espaço a Vitor Gonçalves para rematar de longe e com força, obrigando Vlachodimos a intervir e a não deixar a bola entrar. Grande defesa, e praticamente a única. do guarda-redes encarnado.

Apesar da diferença bruta de três golos no resultado, o Nacional não parecia descansar, e continuou com a mesma garra na forma como atacava, mas bem que podiam tentar que hoje a defesa e o meio campo do Benfica não deram grandes hipóteses para jogadas perigosas.

Mesmo a acabar, Rafa (que tinha entrado no minuto 70) consegue ampliar a diferença para quatro bolas a zero, mais uma vez com assistência do mestre Pizzi.

O Benfica soma os três pontos e sobe para o primeiro lugar. Já o CD Nacional encontra-se na 15ª posição na tabela classificativa.

Onze inicial CD Nacional: Daniel, Nuno Campos, Felipe Lopes, Julio Cesar, Wesley Decas (Witi 61´), Arabidze, Marakis (Palocevic 45´), Jota (Riascos 74´), Camacho, Rochez, Vitor Gonçalves.

Onze inicial SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Alfa Semedo 29´), Pizzi, Gedson, Salvio (João Félix 81´), Cervi (Rafa 70´), Seferovic.

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