A CRÓNICA: JESUS INVENTOU, MAS O BANCO SALVOU

O SL Benfica entrou esta tarde na Choupana para defrontar o CD Nacional, em jogo a contar para a 32ª jornada da Primeira Liga. Jorge Jesus voltou a apostar no 4-4-2 e promoveu seis alterações no onze inicial, pelo que se previa uma partida complicada para os encarnados.

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Tal como o céu no Funchal, também a partida rapidamente se tornou cinzenta para as águias. Os alvinegros ameaçaram pela primeira vez a baliza de Helton Leite por intermédio de Brayan Riascos. O avançado colombiano fletiu da esquerda para o meio, obrigando o guardião brasileiro a uma belíssima defesa.

No seguimento desse lance, eis que surge o golo do CD Nacional. Após um mau alívio de Seferovic, Brayan Riascos atira ao poste e, na recarga, Pedrão surge para fazer a emenda e inaugurar o marcador. O que se seguiu foi uma reação apática por parte de um SL Benfica que, com seis alterações efetuadas no onze inicial, apareceu em campo completamente desgovernado.

Os alvinegros controlaram a partida, tendo até nos pés de Éber Bessa uma oportunidade soberana para dilatar a vantagem, mas valeu a atenção de Helton Leite a evitar males maiores para os encarnados.

Do lado do SL Benfica, de notar apenas uma incursão de Franco Cervi pelo lado esquerdo que, com um cruzamento tenso, isola Seferovic na cara de António Filipe, tendo o suíço falhado o esférico no momento do remate. Vantagem alvinegra ao intervalo.

A segunda parte começou com Jorge Jesus a promover a entrada de Pizzi, Everton e Grimaldo para os lugares de Chiquinho, Pedrinho e Cervi, mas foi a equipa de Manuel Machado que ia marcando aos 46 minutos. Após um cruzamento da formação da casa, Otamendi ia traindo Helton Leite que, com reflexos felinos, envia a bola para canto.

Volvidos apenas três minutos, surge a resposta do SL Benfica. Após uma bela incursão de Nuno Tavares pelo miolo alvinegro, o lateral português disfere um belo remate que, ao resvalar no defesa do CD Nacional, bate António Filipe. Contudo, o lance é anulado por falta de Lucas Veríssimo no início da jogada. Boa decisão do VAR e de Rui Costa.

A tomada apática do jogo seguia, até que, perante um CD Nacional em quebra física, Everton, aos 78′, após deambular pelo lado esquerdo, encontra Seferovic na área. O suíço falha o remate, mas Pedrão, numa tentativa desesperada para evitar o golo, introduz a bola na própria baliza.

Apenas dois minutos depois, passe de Seferovic para Darwin que, numa incursão velocíssima pela esquerda, oferece o golo ao recém entrado Gonçalo Ramos. Mas a remontada só ficaria consumada cinco minutos depois, sendo que os intervenientes são os mesmos. Darwin é lançado na profundidade, senta o defesa do CD Nacional e oferece, mais uma vez, o golo ao ponta de lança português.

Com este resultado, o SL Benfica mantém acesa o sonho em chegar ao segundo lugar. Quanto ao CD Nacional, a equipa de Manuel Machado perdeu a oportunidade de alcançar o SC Farense na tabela classificativa, mantendo-se no último lugar da Primeira Liga.

 

A FIGURA

Gonçalo Ramos reclama por mais oportunidades na equipa principal do SL Benfica.
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Gonçalo Ramos – O avançado português saltou do banco e trouxe algo que faltava aos encarnados no último terço: eficácia. Resta agora esperar para ver se tal é garante de mais oportunidades por parte de Jorge Jesus.

O FORA DE JOGO

O SL Benfica ainda tem de se deslocar à Choupana
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Segunda parte do CD Nacional – Após uma boa primeira parte, em que através de transições rápidas e um posicionamento defensivo exímio levaram vantagem para o in tervalo, o CD Nacional quebrou, e muito, no segundo tempo. Não conseguiu responder às substituições encarnadas e por isso somou mais uma derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

O CD Nacional apresentou-se no seu habitual 4-3-3, fazendo da ala esquerda, principalmente por intermédio de Riascos, a sua principal arma para ferir os encarnados. Destaque também para Alhassan que, na sua posição seis, estava a revelar-se importante para anular o jogo entre linhas encarnado. A estratégia funcionou, e até resultou numa vantagem que durou 78 minutos.

Contudo, com Jesus a ir buscar os habituais titulares ao banco e com os alvinegros a mostrar uma quebra física, os comandados de Manuel Machado sucumbiram à pressão, e por isso somaram a 19ª derrota da temporada.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Filipe (5)

Ruben Freitas (5)

Pedrão (6)

Júlio César (5)

Lucas Kal (5)

Éber Bessa (5)

Alhassan (5)

Azouni (6)

Brayan Riascos (7)

Pedro Mendes (4)

João Vigário (5)

SUBS UTILIZADOS

Bryan Róchez (4)

Piscitelli (4)

Rúben Micael (4)

Koziello (4)

Gorre (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus promoveu seis alterações no onze inicial: Gilberto, Nuno Tavares, Cervi, Pedrinho, Chiquinho e Waldschmidt jogaram a titular, saindo Diogo Gonçalves, Vertonghen, Grimaldo, Pizzi, Everton e Rafa. Além disso, voltou a apostar no 4-4-2, formação que tinha sido preterida pelo 3-4-3. O SL Benfica entrou em falso na partida, com pouca dinâmica e com os jogadores a demonstrar alguma desconcentração.

Algo que só piorou com o golo sofrido aos oito minutos, no seguimento de um canto. As águias teimavam em não carburar ofensivamente, afunilando muito o jogo com Pedrinho a juntar-se a Waldshmidt e a Sefrovic no último terço, sendo facilmente anulados pela teia defensiva alvinegra.

Com a entrada dos habituais titulares em campo na segunda parte, num “all in” por parte de Jesus, e com a quebra física do CD Nacional, as águias conseguiram desbloquear a partida, sobretudo através de bolas na profundidade para Darwin.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton (8)

Gilberto (4)

Lucas Veríssimo (5)

Otamendi (5)

Nuno Tavares (4)

Chiquinho (6)

Pedrinho (5)

Weigl (6)

Cervi (4)

Waldschmidt (4)

Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Darwin (9)

Grimaldo (5)

Everton (7)

Pizzi (5)

Gonçalo Ramos (9)

 

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