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Foi há 33 anos. Em Maio de 1988, o Estrela consumava, finalmente, a subida ao escalão máximo do futebol português. Trabalhão de José Gomes, o empresário local que deu a vida pelo emblema tricolor e partiu inesperadamente em 1989, em paz pelo sucesso alcançado.

Quando entrou, em 1977, o Estrela tinha apenas um peladão sem bancadas – o Campo de Jogos João Pimenta –, uma carrinha a fazer de autocarro e uma equipa a participar na Distrital. Na hora do adeus, o seu Estrela era figura na Primeira Divisão e preparava-se para conquistar a Taça de Portugal, um ano depois. O símbolo maior de uma história que começou em 1933, aquando da reunião de sete amigos. O mais pertinente, Julio da Conceição, olhou o céu estrelado e sacou daí inspiração para o nome.

O equipamento colorido nasceu de amizade inesperada com as gentes do Fluminense, que numa visita a Portugal deixaram uns exemplares seus na sede do clube, como gesto de fraternidade. Como homenagem, o verde-vermelho-branco ficou como parte da identidade – substituindo o azul com lista horizontal verde.

NUM JOGO COM CONTORNOS HISTÓRICOS MARCANTES, O SL BENFICA VISITA A AMADORA COM UM OLHO NA PRÓXIMA FASE DA TAÇA DE PORTUGAL. SERÁ QUE O REGRESSO DE JORGE JESUS VAI SER FELIZ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

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Os 21 anos que separaram a ascensão e a penosa queda, devido a problemas financeiros, estão cheios de boas memórias. Desses 21, 16 passar-se-iam no primeiro escalão, com cinco intervalos na Segunda para ganhar fôlego. Nomes incontornáveis como João Alves, mister vencedor da Taça, Rebelo, Paulo Bento, Marlon Brandão, Chaínho, Jorge Andrade, Leal, Gaúcho ou Jorge Jesus (1968-1971 na formação, 1984-87 como jogador profissional, 1998-00 e 2001-2003 como treinador) fazem parte do orgulhoso bairrismo latente à eterna luta pela glória do Estrela.

Uma participação na Taça das Taças em 1990-91, e dois sétimos lugares (1993-94 com João Alves e 1997-98, com Fernando Santos) são os maiores triunfos na era dourada. Na Reboleira era difícil passar com os três pontos: a arquitectura do José Gomes implica uma grande proximidade com a massa humana, que parece encolher um relvado de dimensões habituais (105×68).

Em 2008-09, o 11.º lugar implicava a participação na edição seguinte da Primeira Liga. Não aconteceu porque chegaram as dificuldades financeiras e o Belenenses tomou a vaga. Em Novembro de 2008, Lito Vidigal deu uma conferência de imprensa como técnico principal onde expunha os problemas. «Nós estamos no limite. […] Se não nos ajudarem, dificilmente poderemos continuar a trabalhar», pedido de um socorro que nunca chegaria. Quatro meses depois do final da temporada, uma tentativa de PEC – Procedimento Extrajudicial de Conciliação – é rejeitado pela Direcção Geral dos Desportos e os Tribunais declaram o clube insolvente.

Um grupo leal de ex-sócios agarrou no clube. Ficou CF Estrela e funcionou apenas com os escalões de formação até surgir a fusão com o Sintra Football Club – daí nasce o Club Football Estrela, já elegível para criar uma SAD e disputar o Campeonato Nacional de Seniores. É nesse nível que se encontram os tricolores, por estes dias a participar na Série G de forma auspiciosa: oito vitórias e três empates que lhe dão o primeiro lugar destacado.

Na Taça, quatro vitórias sobre o São Roque dos Açores, o Lusitano Vildemoinhos, o primodivisionário SC Farense e o Anadia. Luís Mota, Latón, Paollo Madeira ou Chapi Romano (argentino formado no River Plate) são algumas das principais figuras ao dispôr de Rui Santos, português de 56 anos que iniciou a sua carreira em… 1988-89, no mesmo ano em que o Estrela subia pela primeira vez (convidado do BNR TV na semana passsada).

Será o jogo fácil para o SL Benfica? Não, ou pelo menos tudo aponta para que seja jogo de se levar a sério. Este Estrela tem nível de Segunda Liga e Jorge Jesus está a par dessa realidade. O «meu Estrelinha», como lhe chamou na conferência de imprensa , não será presa fácil para um Benfica ainda a trote na qualidade exibicional. Não ajudará a entrada de segundas linhas, circunstância que se justifica pela proximidade da ida ás Antas, na sexta feira.

Até essas dificuldades acrescidas farão relembrar os saudosos velhos tempos. Decidimos recordar cinco das mais marcantes visitas do Benfica à Amadora, contextualizadas por ordem cronológica.

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