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Naquele que era o primeiro jogo do novo treinador do CF “Os Belenenses” em encontros a contar para a Liga Nos, Quim Machado tinha a dura tarefa de defrontar o líder do campeonato e de lutar contra a história dos anteriores 75 encontros realizados no Estádio do Restelo a contar para o principal escalão do futebol português onde apenas venceu  22, sendo que o último triunfo azul reporta a dezembro de 2007.

Quim Machado surpreendeu com a entrada para o 11 de Joel Pereira, no lugar de Ventura, e de Yebda apostando numa equipa mais defensiva, na tentativa de segurar o Benfica. Do lado dos tri-campeões, o 11 mais forte para esta partida. Antes do início, uma nota negativa para os adeptos do Belenenses que não respeitaram o minuto de silêncio em memória de Mário Wilson.

Quanto ao jogo, se o objectivo era travar o Benfica, a missão falhou. O Benfica entrou a todo gás, com vontade de se isolar ainda mais na frente do campeonato. Nélson Semedo culminou uma jogada fantástica com um remate para defesa de Joel Pereira. Estava dado o mote para uma grande exibição do lateral.

Com um Benfica a entrar forte, o golo não tardou em aparecer. Mitroglou voou mais alto do que toda a defensiva do Belenenses, aproveitando um canto superiormente executado por Pizzi, e marcou para festa dos imensos benfiquistas que marcaram presença no Estádio do Restelo. Sem nunca baixar o ritmo, o Benfica arrancou para uma primeira parte fantástica, onde dominou o jogo a seu bel-prazer. Sinal mais para Salvio e, principalmente, para Nelson Semedo, que carregaram a equipa. O lado direito dos encarnados foi sempre a parte mais activa em campo. Sempre que o Benfica partia para o ataque, colocava em sentido a defesa do Belenenses, que não conseguia travar a equipa encarnada. Fosse com remates ao lado, bolas ao poste ou defesas de Joel Pereira, o segundo golo parecia estar perto. No entanto o Benfica foi para intervalo a vencer só por um, um resultado muito magro para a boa exibição que estava a realizar.

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Do lado do Belenenses, a equipa teve sempre muitas dificuldades em parar os ataques benfiquistas e o ataque foi quase inexistente. As tentativas de aproveitar um Benfica mais subido falharam sempre e só aos 24 minutos criaram a primeira e única oportunidade de perigo, por Yebda, mas que Ederson disse presente com grande classe. Quim Machado era um homem preocupado ao intervalo, por a sua equipa estar a ver jogar o Benfica.

A segunda parte começou mais equilibrada com lances de ataque rápidos mas com menos qualidade devido a forte chuva que se fez sentir em Belém. Os primeiros minutos foram de combate. Assistiu-se a um melhoramento substancial do jogo dos azuis e a ordem vinda do banco era para discutir o jogo, razão que levou à substituição de um apagado Yebda por Sturgeon ao minuto 49.

Com o jogo partido, as oportunidades sucediam-se com o Belenenses a dispor de um livre perigoso cobrado à entrada da área encarnada e o Benfica, pelos pés de Mitroglou, a fazer Joel Pereira brilhar novamente. Com a chuva a dar tréguas a partir do minuto 60, o Benfica conseguiu estabilizar o seu jogo e aumentar a vantagem no marcador por Grimaldo. Jogada pela ala esquerda de Gonçalo Guedes que, simulando o remate, liberta Grimaldo, com o espanhol a rematar cruzado, já dentro da área, para o fundo da baliza.

A partir desse momento, os encarnados controlaram o jogo e o resultado sem grandes dificuldades, excepção feita à jogada de perigo do Belenenses ao minuto 69 com falhanços de Camará que não acerta bem na bola e depois de Sturgeon na insistência, com Ederson a não agarrar à primeira.

Vitória justa de um Benfica superior em todos os momentos do jogo que soube gerir o resultado e as investidas de um Belenenses que terá muito trabalho pela frente para se intrometer na luta pela Europa.

Foto de capa: SL Benfica

Reportagem de André Conde e João Pedro Rodrigues

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