Francisco Leonel Lima Silva Machado, mais conhecido no mundo do futebol como Chiquinho, é uma das caras novas do SL Benfica para a nova época. Curiosamente, em dois anos, o camisola 19 conseguiu ser anunciado em ambos como um dos reforços encarnados.

Acredito que, na época passada, já teria o destino traçado. A ida do médio para Moreira de Cónegos não se deveu seguramente à falta de qualidade. Aliás, foi pela qualidade inegável do jogador que o Benfica o resgataria novamente um ano depois da dispensa. Foram os 10 golos ao serviço do Moreirense FC que fizeram com que os holofotes da imprensa nacional estivessem todos virados para Chiquinho. A equipa minhota foi considerada a grande sensação da Liga 2018/2019 e foi o então médio natural de São Martinho do Campo o principal responsável pelo seu sucesso.

Chiquinho é a prova que a qualidade do futebol português não está centrada apenas e exclusivamente nos três grandes. Com formação maioritariamente feita no Leixões SC, atingiu o sucesso sem nunca ter representado qualquer seleção jovem. Sim, uso a palavra sucesso, pois para mim é a melhor definição de alguém que em pouco tempo salta do Campeonato de Portugal para o atual campeão nacional.

Chiquinho regressou ao SL Benfica após uma grande época ao serviço do Moreirense FC
Fonte: SL Benfica

Talvez a época de Chiquinho ao serviço da Briosa tenha sido aquela que fez com que o seu nome chegasse a um patamar de excelência. Foi considerado unanimemente por todos os treinadores daquele campeonato, como o melhor jogador da competição, corria a época 2017/2018. Foi também aí a primeira vez que o vi jogar, numa partida a contar para a Segunda Liga, que opunha o SL Benfica B e a Académica OAF. Foi impossível para quem assistiu àquele jogo não ficar com o seu nome na retina. Os estudantes saíram vitoriosos com quatro golos sem resposta, sendo dois deles da autoria de Chiquinho. Para além dos golos do médio foi notório que todas as jogadas da sua equipa passavam por si. Era quase possível imaginar a bola a sorrir cada vez que saía dos seus pés.

Quando vemos o médio a jogar deparamo-nos com um jogador que não impressiona pelo físico, mas pela qualidade de passe e a inteligência com que ocupa os espaços. É aquele típico jogador que não precisa de correr mais que os outros, que não vai sobressair por uma corrida desenfreada ou pela finta espetacular. Chiquinho é um jogador que considero ter a inteligência como um dos seus fortes e talvez esta seja a sua maior qualidade.

Foi bastante prometedor o início da época com um golo logo na estreia de águia ao peito em jogos oficiais, contra o Sporting CP. Foi seguido de uma assistência contra o FC Paços de Ferreira e outra contra o Belenenses SAD, embora este último golo tenha sido anulado. Isto tudo sem que nunca tivesse sido titular.

Chegada a terceira jornada, surge uma péssima notícia e algo que ninguém esperava. No clássico com o FC Porto, o criativo entrou a 20 minutos do fim e saiu lesionado. As lágrimas eram visíveis. Sofreu, como informa o clube encarnado no seu site, “uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda”. O tempo de paragem não é clarificado, mas segundo a imprensa desportiva, será longo e não menos que três meses, podendo chegar a quatro, o que significará que só voltará a jogar em 2020.

Acredito seguramente que este será apenas um percalço na carreira do jogador. Desejo e aguardo ansiosamente pelo regresso de Chiquinho, porque sei que com ele o Benfica estará bem mais perto do sucesso.

Foto de Capa: SL Benfica

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