O SL Benfica reforçou-se bastante no último verão, seja na equipa técnica ou no plantel. Desde a baliza até aos avançados, entraram vários jogadores e a fatura foi elevada: mais de 100 milhões de euros. Se os milhões e milhões gastos pelas “águias” são sinónimo de bons resultados? Nem de perto nem de longe. O Benfica precisava de “homens de ataque” e encontrou dois jovens que custaram, em conjunto, perto de 40 milhões de euros: Luca Waldschimdt (15 milhões) e Darwin Núñez (24 milhões).

Pedidos expressos de Jorge Jesus, os dois têm tido uma boa prestação face ao desempenho conjunto da equipa, mas aquém quando comparados os valores com outros jogadores da Primeira Liga. Pedro Gonçalves, do Sporting CP, que custou seis milhões e meio (50% do passe) tem mais três golos do que os dois jogadores anteriores juntos. Outros exemplos ainda mais flagrantes são Rodrigo Pinho e Thiago Santana. Os jogadores de Marítimo e Santa Clara, respetivamente, contam com sete golos no campeonato, apenas menos um do que o total dos dois avançados do Benfica.

Luca Waldschmidt

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas, em termos individuais, qual é o seu desempenho? O ex-Friburgo começou com o pé direito na Luz: cinco golos nos primeiros dez jogos. O problema veio nos últimos 11 jogos, em que o alemão marcou apenas um golo e somou centenas de minutos.

É pouco e é um “espelho” daquilo que são as exibições dos “encarnados”. Um jogador que custou 15 milhões de euros e que, segundo o Transfermarkt, está avaliado em mais um milhão, tem de produzir mais, especialmente com os jogadores que o rodeiam.

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Se o problema é apenas do jogador? Provavelmente não. No geral, toda a equipa joga pouco e fica o sentimento do que podia dar mais. Ainda que Waldschmidt seja notável ao nível da finta curta e do índice de trabalho durante o jogo, a finalização e o passe são aspetos que o alemão tem de melhorar.

Darwin Núñez

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O reforço mais caro da história do Benfica chegou da segunda divisão espanhola depois de um modesto terceiro lugar na lista de melhores marcadores nessa divisão. Darwin Núñez, uma grande esperança do futebol uruguaio e sul-americano, é forte fisicamente, trabalha arduamente e, acima de tudo, nunca desiste de um lance. É a principal característica já demonstrada em jogos dos “encarnados”.

Tal como já foi referido, os adeptos viram a chegada deste “menino” com grande expectativa e, nos primeiros dez jogos, Darwin correspondeu: cinco golos e seis assistências. De facto, estes números impressionaram qualquer um não só pela idade do atleta como pelo facto de vir de uma divisão secundária e de uma realidade completamente diferente.

Contudo, à semelhança de toda a equipa, Darwin baixou o seu rendimento “numérico”. Quer isto dizer que o uruguaio reduziu o número de golos/assistências, apesar de nunca ter deixado de vir atrás buscar jogo, pedir a bola “no espaço” ou lutar por cada lance como se fosse o último.

Posto isto, é com grande certeza que afirmo que os dois jogadores podem (e devem) dar mais ao Benfica. Se o esforço, entrega e determinação estão num nível elevado, os golos e assistências estão bem em baixo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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