Depois da “novela Cavani” ter feito correr tinta ao longo de todo o verão, o SL Benfica parece estar novamente ligado a um experiente avançado de renome do futebol mundial – Diego Costa.

O hispano-brasileiro realizou épocas de alto nível ao serviço do Club Atlético de Madrid e subsequentemente do Chelsea FC. Conquistou uma Liga Europa, duas Supertaças Europeias, duas ligas inglesas e uma rara Liga Espanhola. Durante este período de seis anos, Diego Costa foi dos melhores avançados do mundo. Após o bom período no Chelsea FC, regressou ao Club Atlético de Madrid, equipa com a qual rescindiu o contrato no final de 2020.

É aqui que entra o SL Benfica. O clube da Luz surgiu, segundo a imprensa, como o front runner para a contratação do internacional espanhol. Neste momento, estará em cima da mesa uma proposta encarnada de contrato de dois anos, 2,5 milhões de euros limpos por temporada e um prémio de assinatura a rondar os três milhões de euros.

Seria Diego Costa uma boa contratação? Para mim, claramente, não. Diego Costa seria apenas um nome sonante a chegar ao nosso campeonato, mas que desportivamente não poderia acrescentar muito. Em termos pragmáticos, o avançado espanhol totalizou apenas 19 golos nas últimas quatro temporadas em Madrid. Em termo de comparação, Darwin, que não está a fazer uma grande época, leva já 12 golos esta temporada.

Anúncio Publicitário

Outra questão que se levanta são os constantes problemas físicos que têm afetado Diego Costa nas últimas temporadas. Desde o seu regresso a Madrid, Diego Costa foi afastado do relvado 15 vezes devido a problemas físicos tendo falhado perto de 60 jogos.

Diego Costa não foi bem sucedido na sua segunda passagem pelo Atlético de Madrid

Trazer um jogador já com 32 repleto de problemas físicos não me parecesse ser uma decisão acertada.

Sei que é inevitável a comparação com Jonas. Os dois chegariam desacreditados ao campeonato português vindos de clubes espanhóis. A questão é que esta comparação está longe de ser honesta. Nas últimas três épocas ao serviço do Valencia CF, o “Pistolas” marcou sempre 10 golos ou mais. Diego Costa nunca o conseguiu fazer no regresso ao Atlético de Madrid.

O número de jogos realizados também não é comparável. Diego Costa totalizou 37 partidas nas últimas duas épocas, enquanto que Jonas participou em 89 jogos nas suas últimas temporadas em Espanha. Se o histórico de lesões de Jonas também não é famoso, a verdade é que as lesões o começaram a afetar já numa fase bem mais avançada da carreira do que Diego Costa.

Até do ponto de vista estratégico a decisão de trazer Diego Costa parece absurda. Depois da aposta forte em Darwin, um jovem com muito potencial, da boa época de Seferovic, da contratação de Rodrigo Pinho (recordo que é agora proibido emprestar imediatamente depois de comprar, logo Pinho fará parte do plantel), do surgimento de Gonçalo Ramos e mesmo de Henrique Araújo, faz sentido trazer mais um avançado, ainda para mais com os problemas de Diego Costa? Obviamente que não.

Seria mais uma decisão tomada sem qualquer nexo por parte da direção e que iria também contra a “política de aposta na formação” da qual Luís Filipe Vieira fez sua bandeira durante anos.