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Não sou adepto de entrar em grandes euforias, mas esta semana deu-me alento. Durante seis meses ouvi bastantes pessoas dizerem que o SL Benfica não era um dos candidatos ao título, frase que nunca me caiu bem. O certo é que a equipa que se perfilava favorita, neste momento, encontra-se em igualdade pontual com a turma de Rui Vitória. Como Benfiquista, já aprendi da forma mais dolorosa possível que os campeonatos só terminam em Maio e nunca antes disso. Campeões antecipados já vi bastantes, e nem sempre continuaram com o “título” até Maio.

Ouvi dizer que o Benfica tinha um treinador medíocre, que tinha um plantel fraco, mas nunca olharam com atenção para os seus telhados de vidro. Mesmo com um treinador fraco, como foi apelidado por muitos, continuamos na luta e, neste momento, a praticar melhor futebol do que a equipa que era orientada por Lopetegui. Apesar de achar que o FC Porto tinha todas as condições para ganhar este campeonato de forma tranquila, o que é certo é que a forma como neste momento a instituição azul e branca é dirigida não augura coisas positivas.

Com sofrimento e muitos nervos, o que se pode ver é um Benfica a ganhar os três pontos semanalmente. Para além do que referi anteriormente, o mês de Janeiro abre a janela do mercado, o que já foi aproveitado pela turma vermelha e branca, reforçando assim o seu corredor esquerdo, que até ao momento era a maior lacuna do plantel das águias. Outro grande “reforço” de Janeiro foi a entrada de Carcela no onze titular.

Carcela esteve em bom plano frente ao Marítimo; Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Carcela esteve em bom plano frente ao Marítimo;
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Alguém sentiu a falta de Gaitán no jogo com o Marítimo? Eu não senti, estava lá Carcela. O extremo marroquino veio acrescentar uma dose de desequilíbrio à equipa encarnada. A forma como parte no um para um e a maneira como atrai os defesas facilita o trabalho a Jonas e a Raúl Jiménez, pois possuem mais espaço para construírem situações de golo na frente atacante.

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Outro jogador que tem progredido bastante nos últimos tempos é Pizzi. Apesar de ter dito no meu último texto que este rendia mais no miolo, o jogo com o CS Marítimo mostrou o contrário. A jogar a extremo, Pizzi desloca-se sempre que pode para o “miolo” do terreno, criando desequilíbrios e deixando a ala com mais espaço para o defesa progredir, ficando assim o Benfica com mais jogadores em situação de finalização nas jogadas de saída rápida. Com isto tudo, como já referi em textos anteriores, vemos um Benfica a crescer, um Benfica com uma ideia de jogo mais coesa; apesar de ainda mostrarem algumas lacunas, já se nota bastante evolução.

Resta-nos então ter esperança na nossa equipa e nas pessoas que se encontram à frente da mesma. A nós, adeptos, cabe-nos apoiar e mostrarmos de novo que só nós somos capazes de dar o “colinho” de que o Benfica precisa, empurrando assim a equipa semanalmente para a vitória. Apesar de estarmos a quatro pontos, não desanimem, Benfiquistas; Fevereiro e Março costumam ser meses complicados, e o campeonato só acaba em Maio.

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