É tempo de tratar dos vivos

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Estas três semanas de interrupção competitiva – entre selecções e taça – são ideais para se fazer um balanço do que foi, até ao momento, este campeonato, cumpridas que estão dez jornadas; e perspectivar o que ainda pode ser, a partir deste ponto e até ao final.

Ao olharmos a classificação, concluímos fácil e rapidamente que seria difícil, para já, pedir mais e melhor. O Benfica segue em primeiro; lidera isolado com cinco pontos de vantagem sobre os seus adversários; com o melhor ataque e a melhor defesa da prova. Um arranque que assenta em factos que se tornam, ano após ano, cada vez mais usuais – o domínio do Benfica é, agora sim, a regra; as vitórias e a liderança são, agora sim, naturais e convincentes. Este discurso pode até parecer arrogante. De resto, essa é sempre, e invariavelmente, a leitura de quem discorda. No entanto, nada condiz melhor com a actual realidade: onde o Benfica é tricampeão e tem a hipótese de alcançar, no imediato, a plena e incontestável hegemonia no futebol português.

Para já, o Benfica ainda não ganhou nada e, comparando com aquilo que fez na época passada – quando alcançou uns notáveis 88 pontos –, soma, na prática, somente mais dois pontos, contabilizando os quatro a mais (vitória com Arouca e empate com FC Porto) e os dois a menos (empate com V. Setúbal). Um balanço extremamente positivo até ao momento.

Para mais, por ser impossível ignorar as circunstâncias condicionantes que, desde o início, têm afectado a evolução da equipa. A ferida das lesões que se alastrou (e que tarda em sarar) ganhou contornos limitadores impossíveis de ignorar, e muito menos de contornar, boicotando, jornada após jornada, aquelas que seriam as opções (teoricamente) mais fiáveis ao dispor de Rui Vitória. Ainda assim, a equipa continua a somar bons resultados, demonstrando superioridade sobre os seus rivais. Imagine o leitor, se quiser e conseguir, a prestação de Sporting e FC Porto neste período, sem cinco ou seis dos seus habituais titulares, somando vitórias e pontos, conseguindo uma liderança confortável, com o melhor registo de golos da prova e cumprindo, com sucesso, uma visita ao Estádio da Luz (ou ao estádio do outro “grande” que resta). O mérito do Benfica é, por isso mesmo, enormíssimo e indiscutível.

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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