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O prestígio do Sport Lisboa e Benfica mede-se a várias escalas e desta feita, valeu-lhe novo convite do anfitrião Arsenal para participar na 9ª edição da Emirates Cup, em Londres, no Emirates Stadium.
Este torneio de verão, que é dos que conta com maior notoriedade para os preparativos da época, não traz memórias recentes nada gloriosas, uma vez que na edição de 2014 o Benfica trouxe duas pesadas derrotas para casa, com o Arsenal (5-1) e também com o Valência (3-1). Na altura, muito se duvidou das capacidades da equipa que contava com Nico Gaitán, Cardozo, Enzo Perez, Luisão, Jardel, entre outros, mas a verdade é que acabaram essa época bicampeões nacionais.

Para além do Benfica, o convite dos londrinos foi extensivo ao espanhol Sevilha, atual tricampeão da Liga Europa e a grande revelação de Bundesliga, e aos alemães RB Leipzig, que já garantiram presença na Champions League da próxima época. São adversários de peso e ainda mais quando se trata de um torneio de pré-época, em que o ritmo dos jogadores é baixo e há muita fadiga acumulada das grandes cargas impostas pelos treinos.
O mais temível, a meu ver, é mesmo o Arsenal. Primeiro porque joga em casa e depois porque, a confirmar-se a saída de Arsène Wenger, haverá maior investimento e certamente que se tornará uma equipa mais poderosa. O Sevilha, apesar de não defrontar o Benfica, é um bom candidato a vencedor. Nos últimos anos tem feito um percurso admirável na Liga Europa mas este ano o destaque é para o seu desempenho na La Liga, onde disputa um lugar de acesso à Champions League, sem ser pela conquista do título europeu. Nota para o excelente trabalho de Jorge Sampaoli, que ao que parece está de malas feitas para a seleção das Pampas.
Foto de Capa: SL Benfica
Em comum com o Benfica têm o encarnado e já aqui assumi a minha grande empatia por clubes que vestem desta cor e o Arsenal não é exceção. A ocupar o sexto lugar da competitiva Premier League é uma equipa fortíssima e com quem o Benfica tem contas a ajustar, depois do resultado da última edição.
Se bem que, curiosamente, também é com os gunners que o Benfica tem das melhores histórias para contar: estávamos em 1991, em Highbury, no onze contávamos com jogadores como Veloso, Vítor Paneira, Rui Costa, Paulo Madeira e o espetacular Isaías, que marcou o golo do empate e ainda acabou por marcar mais outro, que juntamente com o de Kulkov, deram a vitória aos portugueses por 1-3, já no prolongamento. É dos jogos mais emblemáticos pois, reportando à época, o Arsenal era o campeão inglês, a quem, dizia-se, só com um milagre o Benfica venceria. Contudo, não é por acaso que são “O Glorioso”, o clube que há tantos e tantos anos se destaca pela garra e mística que só quem é benfiquista consegue sentir e entender. A verdade é que o milagre deu-se, o Benfica venceu e manteve-se na Liga dos Campeões!

Fonte: SL Benfica
Revivalismos à parte, estes torneios são muito vantajosos, não só porque envolvem milhões por se participar mas também porque enaltecem ainda mais o Benfica, na medida em que são acompanhados a nível mundial, por mercados de grande potencial de investimento, como é o asiático por exemplo.
Faltam dois meses, muita bola vai ainda rolar mas esperemos que os encarnados cheguem a Londres com o tetra na bagagem.
Foto de Capa: SL Benfica










