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Benfiquistas, que fase que estamos a viver. Numa altura em que as competições se encaminham para o fim vemos um Benfica a liderar o campeonato e a depender apenas de si para ser campeão, um Benfica nas meias finais da taça da liga e nos quartos da Liga dos Campeões, coisa que já não acontecia há alguns anos. Depois de tanto sofrimento e de sermos tão rebaixados reerguemos-nos e voltamos ao lugar que temos ocupado nos últimos anos.
O inicio da nossa época em nada fazia prever esta enorme recuperação. Lembro-me de olhar para a nossa equipa e dizer para mim próprio que este ano seria para esquecer, seria um ano de transição, onde o mister teria de implementar o seu modelo de jogo e preencher as lacunas que o nosso plantel apresentava. Quem não se lembra da nossa pré época e do nosso arranque de época desastroso? O certo é que esse modelo foi assimilado mais rapidamente do que todos estávamos à espera e que aqueles que teriam de “nascer 10 vezes” se mostraram à altura para ir compensando as ausências inesperadas e para preencher os lugares onde tínhamos um défice de jogadores. Mesmo tendo sido criticado por tudo e todos, Rui Vitória conseguiu acabar com a brisa de descrédito que pairava sobre si e afirmou-se, não só nas competições nacionais mas também nas internacionais, o que torna esta época importante a nível de encaixes financeiros para o clube. Com um grande carácter, o mister vermelho e branco tem mostrado serviço de qualidade à frente da turma da Luz.
Rui Vitória ultrapassou todas as críticas e o 'seu' Benfica está em grande forma Fonte: #SL Benfica
Rui Vitória ultrapassou todas as críticas e o ‘seu’ Benfica está em grande forma
Fonte: #SL Benfica
A forma como “trabalhou” alguns jogadores da formação e os incorporou no onze e a veia goleadora que inseriu no Benfica são duas provas da excelente prestação que Rui Vitória tem tido, principalmente de Janeiro em diante. Apesar de por momentos termos duvidado, o certo é que a equipa não tremeu e conseguiu mostrar que união é a palavra que reina dentro do balneário encarnado. Com uma entrega enorme e com um espírito de sofrimento tremendo, o plantel encarnado tem ultrapassado os seus adversários sabendo jogar consoante os momentos do jogo e, acima de tudo, sabendo colmatar as suas lacunas.
Restam-nos nove finais, nove jogos onde os nossos corações vão palpitar desesperadamente, mas o futebol é isso mesmo, sem este nervosismo, sem esta incerteza não teria a mesma graça. Por isso, sem grandes euforias, vamos encarar todos os jogos com confiança e acreditar na nossa equipa, acreditar na vontade que eles têm de mostrar a tudo e a todos de que fibra são feitos os jogadores que carregam a águia ao peito.

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