Aí está o craque! Facundo Ferreyra foi, finalmente, apresentado como reforço oficial do Sport Lisboa e Benfica para a temporada 2018/2019, após terminar contrato com o Football Club Shakhtar Donetsk.

Mas quem é este argentino que chega rotulado de goleador? Ferreyra é um produto das escolas do Club Atlético Banfield, clube próximo da sua cidade natal – Lomas de Zamora, Buenos Aires. Estreou-se com apenas 18 anos na equipa principal, tendo feito seis jogos na sua primeira temporada e apontado um golo. Foram três as temporadas que cumpriu na equipa sénior do CA Banfield, transferindo-se em 2012 para o Club Atlético Vélez Sarsfield. Sendo aposta de Ricardo Gareca, actual seleccionador da Selecção Nacional do Peru, Ferreyra participou em 26 encontros e apontou 17 golos.

Mostrando toda a sua qualidade pelos relvados argentinos, destacou-se e chamou a atenção de Mircea Lucescu, que quis contar com ele na armada sul-americana do FC Shakhtar Donetsk. Apesar de ter cumprido 21 jogos na primeira temporada ao serviço do clube de Donestk, apontou somente três golos, tendo revelado algumas dificuldades de adaptação na sua primeira experiência fora da Argentina. De forma a tentar recuperar o jogador, o Shakhtar emprestou-o ao Newcastle United Football Club. Em termos pessoais, o empréstimo não terminou com um balanço positivo, pois o ponta-de-lança nunca chegou a alinhar pela equipa principal, tendo somado oitos jogos e um golo ao serviço da equipa das Reservas dos magpies.

Ainda assim, o empréstimo parece ter ajudado a nutrir algum efeito na adaptação de Ferreyra ao futebol europeu, uma vez que, regressado à Ucrânia, não mais deixou o Shakhtar. Agarrou a nova oportunidade de Lucescu e terminou a temporada de 2015/2016 com 23 jogos e sete golos. Pode não ser um registo muito vistoso para um ponta-de-lança, no entanto, os números poderão ser facilmente explicáveis pelo estilo de jogo que o treinador romeno impunha: um jogo com mais enfoque na organização defensiva e saídas rápidas em transição para o ataque, ou seja, um tipo de futebol que não beneficia as características que um ponta-de-lança como Ferreyra tem.

Uma imagem frequentemente vista: Ferreyra é um avançado de recorte técnico, elegante e goleador por excelência
Fonte: FC Shakhtar Donetsk

Com a saída de Lucescu para a entrada de Paulo Fonseca, a influência de Ferreyra mudou completamente. Através de um jogo inteligente de combinações rápidas e apoiadas e de organização ofensiva promovido pelo treinador português, o instinto goleador de Ferreyra foi despertado, fazendo duas temporadas de alto nível que se traduziram em 70 jogos e 46 golos.

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E é, precisamente, esta melhor versão de Ferreyra que o SL Benfica poderá e deverá aproveitar. Ponta-de-lança à moda antiga, elegante e de alto recorte técnico, o argentino é um jogador capaz de decidir jogos, não precisando de muitas oportunidades para fazer golo. Não sendo particularmente vistoso fora da grande área, é dentro dela que se torna completamente letal, demonstrando frieza finalizadora tanto com os dois pés, como por intermédio do seu excelente jogo aéreo. Adicionalmente, há que salientar que se trata de um ponta-de-lança rápido nas suas movimentações e com um fantástico jogo sem bola, o que o faz aparecer sempre no sítio certo para empurrar a bola para dentro da baliza.

No SL Benfica, cruzando-se com jogadores como Jonas, Krovinovic, Pizzi, Zivkovic, Rafa ou Cervi, Ferreyra tem tudo para continuar a brilhar e somar golos ao seu reportório. Sozinho na frente ou com Jonas a seu lado, o argentino poderá acrescentar ainda mais critério ao ataque encarnado. Aliás, uma dupla Jonas-Ferreyra na frente é algo que poderá fazer os Benfiquistas sonhar; a concretizar-se, com um a criar e outro a finalizar, esta poderá ser uma das duplas de pontas-de-lança mais notáveis da História do Glorioso.

Foto de Capa: SL Benfica

 

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Alfacinha de gema e Benfiquista por natureza, Bruno é um obcecado por Futebol e foi através da escrita que encontrou a melhor forma de dar a conhecer essa sua paixão pelo desporto-rei. É capaz de estar desde Segunda-feira até Domingo à noite a ver todos os jogos que passam na TV. Terá sido em pequeno que toda esta loucura futebolística foi despertada pelo seu Pai e pelo seu tio que, respetivamente, o levavam ao Estádio do Restelo e ao Estádio da Luz. Bruno não suporta facciosismos e tenta sempre ser o mais crítico possível para com o seu clube.                                                                                                                                                 O Bruno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.