Ainda não é oficial, mas têm vindo a público algumas notícias que avançam no sentido da prolongação do vínculo contratual de Luisão, mantendo o actual Capitão do Sport Lisboa e Benfica por mais uma temporada no Estádio da Luz.

Não vale a pena introduzir Luisão ao leitor, uma vez que – sendo ou não Benfiquista – toda a gente conhece o percurso deste como jogador. A ficar mais esta temporada, o “Girafa” cumprirá a sua 16ª. temporada de águia ao peito, atingindo números algo invulgares actualmente para um jogador ao serviço de um clube. Sem qualquer dúvida, temos de admitir que o central brasileiro se tem pautado pela sua regularidade desde que chegou ao SL Benfica.

Apesar de alguns percalços ao longo da sua estadia no Estádio da Luz, Luisão é, hoje, um símbolo e é tido em conta como um elemento preponderante do balneário na transmissão dos valores do Clube aos jogadores mais jovens e aos que cá chegam. Mas será que continua a fazer sentido manter nos nossos quadros um jogador que pouco joga e que cujo salário se aproxima do tecto salarial? Não haverá mais ninguém no plantel capaz de passar a mensagem aos restantes jogadores com a mesma qualidade com que Luisão passa? Não serão Jardel, André Almeida, Salvio ou Jonas capazes disso? Até mesmo o jovem Rúben Dias, que possui já acentuados índices de liderança para a sua idade? Ou o próprio Rui Vitória, como treinador e Benfiquista? Porque não oferecer a Luisão um cargo na equipa técnica ou na Estrutura, de forma a manter-se de igual forma perto dos jogadores e poder acompanhá-los no seu processo evolutivo?

Depois de Lindelöf, Rúben Dias foi mais um jovem que soube aproveitar a ausência por lesão de Luisão para assegurar o seu lugar no 11 inicial
Fonte: SL Benfica

A sensação que fica é que, tendo em conta as opções existentes no plantel, Luisão vê cada vez mais de longe o seu lugar no 11 inicial. Germán Conti e Cristián Lema chegam à Luz com rótulo de jogadores de qualidade e não nos podemos esquecer de Jardel e Rúben Dias. Neste momento, Luisão será a quinta opção para o eixo da defesa. Ora, tudo isto me parece bastante absurdo, tendo em conta a idade de Luisão e o salário que aufere (e que continuará a auferir após esta possível renovação!). Também não quero ser ingrato para com o “Girafa” e dar a ideia que deveriamos livrar-nos dele. Nada disso. Simplesmente há que saber reconhecer quando não dá mais.

Na temporada passada, já vimos um Luisão algo limitado tanto fisica como técnicamente. Assim de repente, recordo a derrota no prolongamento em Vila do Conde para a Taça de Portugal onde, apesar do golo marcado, saiu com queixas físicas antes dos 90 minutos, obrigando-nos a jogar o prolongamento inteiro com menos um jogador e também a partida em casa contra o Tondela, em que os três golos da equipa beirã acontecem todos após falhas do central brasileiro.

Por outro lado, manter Luisão no plantel é ir fechando as portas a uma nova geração de defesas-centrais que vai aparecendo no Seixal. Ferro e Kalaica poderiam (e deveriam) fazer parte deste plantel e Pedro Álvaro teria que treinar de quando em vez com o plantel principal, à imagem do que acontecia na temporada passada com João Félix e Gedson. Tapar o lugar a estes jovens de tanta qualidade é caminhar no sentido contrário da filosofia que se tem vindo a apregoar nos últimos anos.

Para já, Luisão tem treinado normalmente com o plantel. Veremos como fica resolvida esta questão, assim que Rúben Dias regressar das férias pós-Mundial.

Foto de Capa: SL Benfica

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Alfacinha de gema e Benfiquista por natureza, Bruno é um obcecado por Futebol e foi através da escrita que encontrou a melhor forma de dar a conhecer essa sua paixão pelo desporto-rei. É capaz de estar desde Segunda-feira até Domingo à noite a ver todos os jogos que passam na TV. Terá sido em pequeno que toda esta loucura futebolística foi despertada pelo seu Pai e pelo seu tio que, respetivamente, o levavam ao Estádio do Restelo e ao Estádio da Luz. Bruno não suporta facciosismos e tenta sempre ser o mais crítico possível para com o seu clube.                                                                                                                                                 O Bruno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.