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ÚLTIMA HORA:

SL Benfica

FC Arouca 0-2 SL Benfica: O caminho ficou menos «Basso»

 

A CRÓNICA: BASSO AJUDOU A DESEMBAÇAR PRESTAÇÃO ENCARNADA

O SL Benfica deslocou-se até Arouca e venceu por 0-2, num jogo onde as águias permanecem com dificuldades em controlar o jogo, porém, com a mudança estrutural para 4-3-3, a equipa parece encontrar o caminho certo para regressar aos bons resultados.

Relativamente ao jogo, foi um início de partida (muito) morno em Arouca, a fazer jus ao frio que se sentia nas bancadas, não obstante com ambas as equipas a demonstrarem cedo para o que vinham. Por um lado, o SL Benfica procurou assumir as rédeas e desbloquear o jogo através das movimentações entrelinhas de Rafa e dos rasgos potentes de Darwin na profundidade.

Do outro lado, a equipa da casa teve uma abordagem muito meticulosa. Uma linha de cinco – na maioria da primeira parte – a defender e a controlar os movimentos dos avançados encarnados, e depois um meio campo preenchido e recheado de qualidade no momento com bola – David Simão e Leandro Silva exímios nesse momento.

Duas equipas a urgir de pontos e a ressalvar duas estratégias opostas. E não havendo grande espetáculo e grandes oportunidades em jogo corrido, foi mesmo na bola parada onde surgiu as principais oportunidade da primeira parte. Duas grandes penalidades: uma convertida, outra falhada…Pormaiores que fazem a diferença…Darwin converteu, João Basso vacilou, e o SL Benfica seguiu para os balneários em vantagem por 0-1.

Fonte: Paulo Ladeira/BnR
Paulo Bernardo foi um dos mais esclarecidos

A segunda metade do jogo trouxe um SL Benfica mais cauteloso, porém muito pouco enérgico. Do outro lado, os homens da casa rejuvenesceram, e ofereceram constantes alarmes à defensiva encarnada. Incrível a prestação do FC Arouca que conseguiu encostar ‘n’ vezes o SL Benfica às cordas, sendo que, caso Vlachodimos não tivesse inspirado as coisas podiam ter sido muito diferentes…

Com isto, todavia a superioridade arouquense, a eficácia do SL Benfica veio à tona, e Ramos fez o segundo e último golo da partida após assistência sublime de Grimaldo. Com este resultado, o FC Arouca permanece com 14 pontos na tabela, enquanto o SL Benfica soma 44.

 

A FIGURA

Fonte: Paulo Ladeira/BnR

Odysseas Vlachodimos – Prestação absolutamente fantástica do grego. Defendeu a grande penalidade de João Basso e segurou o jogo quando foi mais preciso.

 

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paulo Ladeira/BnR

João Basso – É ingrato, mas falhar uma grande penalidade num jogo desta dimensão é quase a «morte coletiva» e Basso, apesar de toda a confiança, vacilou num dos momentos mais importantes da partida.

 

 

 

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

A equipa comandada por Armando Evangelista alinhou em 4-3-3, do ponto de vista estrutural, não obstante a equipa arouquense apresentasse abordagens divergentes consoante o momento com/sem bola. Sem bola a linha de 4 transformava-se numa linha de 5, e no momento com bola essa linha de 4 permanecia intacta, com a tentativa de ter sempre um extremo em largura e outro mais vagabundo (Arsénio).

Do ponto de vista do jogo posicional ofensivo, a turma do Arouca procurou explorar a linha adiantada dos encarnados, com vista a encontrar espaços na zona entre o central e o lateral.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Victor Braga (6)

Thales (6)

Abdoulaye Ba (6)

João Basso (4)

Mateus Quaresma (6)

Eboué (6)

Leandro Silva (6)

David Simão (6)

André Bukia (5)

Arsénio (6)

Adílio Santos (5)

SUBS UTILIZADOS

Antony Alves (6)

Pedro Moreira (6)

Pité (5)

Eugeni (6)

 

 

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A turma orientada por Nélson Veríssimo realizou duas alterações em relação ao último jogo perante o Moreirense: saiu Gilberto e Seferovic, entraram Lázaro e Roman Yaremchuk. Do ponto de vista estratégico, Veríssimo não efetuou grande mudanças, faça excepção o posicionamento de Paulo Bernardo. O jovem acabou por atuar de forma permanente na zona central do terreno, até no momento defensivo, ao passo que Rafa (e mais tarde Diogo Gonçalves) tiveram a missão de proteger a largura e o lado direito do terreno.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (9)

Lázaro (6)

Otamendi (7)

Vertoghen (6)

Grimaldo (6)

Julian Weigl (5)

João Mário (6)

Paulo Bernardo (7)

Rafa (5)

Roman Yaremchuk (5)

Darwin (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Diogo Gonçalves (5)

Taraabt (5)

Gonçalo Ramos (7)

Everton (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Arouca

BnR: Boa noite mister, gostaria de lhe perguntar sobre a forma como a equipa se comportou no momento com bola. Sentiu que a equipa cumpriu de forma rigorosa o que foi proposto, e se este jogo, principalmente a segunda parte, oferece sinais positivos para o que aí vem.

Armando Evangelista: Sim, porque quem está atento e segue o FC Arouca sabe que o FC Arouca tem feito mais jogos destes mais vezes, e o FC Arouca quando se capacita e quando se sente confiante, e valoriza a bola: consegue criar, criar incómodo ao adversário. O FC Arouca, nesse período que se está a referir, não deixou de ser o FC Arouca, foi o FC Arouca que tem sido algumas das vezes no campeonato e é o FC Arouca que eu quero. Um FC Arouca que valoriza a posse de bola, que tenha a capacidade de compreender onde estão os espaços, capacidade de aceleração, gente em zonas de finalização.

 

SL Benfica

BnR: Boa noite mister, a equipa hoje acaba por se apresentar num 4-3-3 mais fixo, Paulo Bernardo acaba o jogo com uma das taxas de acerto no passe mais elevadas, João Mário tambem registou imensas ações defensivas.  Com isto pergunto-lhe, sai com a sensação que é no 4-3-3 que é o caminho do SL Benfica?

Nélson Veríssimo: Na segunda parte alteramos, porque sentimos que a equipa não estava a ter o controlo desejado no jogo, sabíamos dos jogadores que tínhamos dentro de campo e a possibilidade de fazermos essas alterações. Não queria estar a fechar num sistema, eu acho que esta equipa tem soluções, os jogadores têm características e capacidade para nos dar soluções naquilo que são os diferentes posicionamentos. Temos jogado num 4-4-2, esta segunda parte jogamos num 4-3-3, agora é avaliar, refletir…e obviamente daqui para a frente, tendo em conta a estratégia a adotar para os jogos seguintes, analisar e decidir qual é que é a melhor de colocar a equipa a jogar, partindo do princípio que temos de ter sempre a equipa equilibrada.

O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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