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Hope it is the only thing stronger than fear.” A frase dita pelo Presidente Snow no filme Hunger Games descrevia na perfeição o jogo de hoje. O Bayern, o colosso europeu que faz o que quer de qualquer equipa que pisa o relvado, impunha respeito e metia medo. Mas do lado de cá a esperança, aqueles 1% de hipóteses a que todos nós nos agarrávamos, mesmo sabendo que a missão era muito, mas muito, difícil. Mas como disse Rui Vitória “se fosse fácil não era para nós.”

No entanto, a missão parecia tornar-se ainda mais difícil logo nos minutos iniciais. Havia muita curiosidade sobre como o Benfica ia aparecer em campo e a verdade é que os homens de Rui Vitória apareceram muito subidos pressionando o Bayern ainda no seu meio-campo, explorando aquela que é a fraqueza dos alemães, a saída de bola. Mas ainda se analisava o comportamento das águias em campo e já o Bayern marcava. Uma falha de marcação na defesa encarnada e Arturo Vidal marcou o primeiro. A ameaça da goleada de que se falou pairava no ar, principalmente tendo em conta os resultados de Porto e Sporting quando visitaram o Bayern. E os 15 minutos a seguir foram complicados, o Bayern fazia o que queria com a bola, chegava com a maior facilidade à área benfiquistas. Um autêntico carrossel. Mas na baliza, Ederson mostrava-se. O brasileiro foi, em varias ocasiões, o guardião da esperança benfiquista com um punhado de belas defesas. Com o passar do tempo, o Benfica foi se libertando das garras germânicas, foi subindo no terreno, viu um penalty serem negado(e que diferença podia fazer), foi cruzando e aparecendo na área do Bayern e acima de tudo, foi acreditando que era possível. Um prenúncio do que vinha ai na segunda parte.

Arturo Vidal marcou mas a esperança continua viva Fonte: UEFA Champions League
Arturo Vidal marcou mas a esperança continua viva
Fonte: UEFA Champions League

E a verdade é que na segunda parte o Benfica cresceu. Discutiu o jogo com o Bayern, não se preocupou apenas em defender e evitar golos que podiam matar a eliminatória já. Por várias vezes causou calafrios aos alemães e viu Neuer a ter de se aplicar. Guiados pelo fantástico apoio vindo das bancadas, o Benfica realizou uma segunda parte bastante competente, no ataque, mas principalmente na defesa. Uma fantástica exibição do quarteto defensivo e de Ederson (mais uma vez), a conseguir fechar os caminhos aos poderosos alemães, tanto quando o jogo estava partido e os encarnados encontravam-se subidos no terreno, como quando, na recta final, o Bayern fez o pressing para chegar ao segundo golo.

A esperança, de que o Presidente Snow falava, está viva. Uma das melhores exibições da temporada, tendo em conta adversário, colocando o Bayern nervoso e a justificar o empate, que não era de todo injusto. Se antes havia aquele 1% de hipóteses, agora é possível acreditar. Mesmo sem Jonas, na próxima quarta-feira será altura de fazer o jogo das nossas vidas porque o sonho está vivo. Porque não acreditar?

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A Figura:

Ederson – Incrível exibição do guarda-redes, principalmente no período após o golo, onde o Bayern podia ter resolvido a eliminatória. Alias, a sua exibição nessa altura é a chave para o Benfica fazer o jogo que fez e continuar a discutir a eliminatória. A segurança e a frieza demonstradas são incríveis e Júlio César não terá vida fácil quando regressar.

O Fora-de-jogo:

Szymon Marciniak – Algumas decisões duvidosas e, principalmente, um penalty a favor do Benfica que não foi marcado e que faria a diferença na eliminatória.