FC Famalicão 1-1 SL Benfica: Empate em Famalicão adia título portista

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A CRÓNICA: SL BENFICA DEIXA FC PORTO A UM PONTO DO TÍTULO 

O SL Benfica entrou para este jogo a saber que uma derrota daria o campeonato ao FC Porto, que já tinha ganho ao CD Tondela durante a tarde. Nélson Veríssimo – confirmado como treinador até ao final da época – manteve o mesmo onze do jogo contra o Boavista, enquanto João Pedro Sousa viu-se forçado a tirar Toni Martinez e Diogo Gonçalves da equipa, por um estar suspenso e o outro emprestado pelos encarnados.

O jogo começou com o Benfica a ter mais posse de bola e a pressionar alto no terreno de jogo. Ainda assim, o ritmo dentro das quatro linhas era baixo e, ao fim de quinze minutos, as “águias” já tinham cinco remates contra um dos famalicenses, mas nenhum com grande perigo.

O resto da primeira parte continou com um ritmo reduzido, mas o Famalicão começou a “ter mais bola” e a subir as linhas de pressão. O primeiro sinal de perigo dos visitados veio aos 18 minutos, quando Pedro Gonçalves rematou colocado para uma boa defesa de Vlachodimos.

Cerca de um quarto de hora depois, foi a vez do Benfica pôr à prova o Famalicão, quando Pizzi rematou em esforço e permitiu uma grande defesa ao guarda-redes brasileiro Defendi. Este lance foi só um aviso para aquilo que viria a acontecer três minutos depois, quando Seferovic rematou no centro da área para defesa de Defendi e, na recarga, Pizzi encostou para o fundo da baliza e fez o 1-0. Foi o vigésimo nono golo de Pizzi na época, e o único da primeira parte.

A segunda parte começou com o mesmo resultado e com o mesmo ritmo de jogo: baixo e sem oportunidades de golo. O primeiro lance de algum perigo ocorreu aos 60 minutos, quando Chiquinho faz uma boa jogada pela direita, remata para defesa de Defendi e, na sequência do lance, Pizzi remata ao lado.

O Benfica começou a subir no terreno de jogo, a colocar mais intensidade na pressão e a ter mais liberdade na zona central do terreno. Ainda assim, aos 72 minutos, num bom lance individual, Fábio Martins conduz a bola até à área “encarnada” e remata ao poste esquerdo da baliza de Vlachodimos.

O tempo continou a correr e sempre sem lances flagrantes de perigo. Já com várias alterações em ambas as equipas, uma das melhores ocasiões da segunda parte para o Famalicão veio aos 82 minutos, quando Walterson fletiu da esquerda para o meio e rematou para a baliza “encarnada”, com a bola a passar a escassos centímetros do poste direito.

O empate veio dois minutos depois: o ex-Benfica Guga apareceu na zona do penálti e rematou para o fundo da baliza, depois de assistência de Fábio Martins. A igualdade no marcador manteve-se até ao final do jogo.

Mais dois pontos perdidos pelo Benfica desde a retoma (12 pontos no total). Com este empate, os “encarnados” adiam a festa do FC Porto, que fica a apenas um ponto do título de campeão nacional.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Franco Cervi – O único jogador, a par de Pizzi, que se destacou na equipa de Nélson Veríssimo. 80% de eficácia nos passes, dois passes decisivos, uma remate à baliza, três desarmes e duas interceções. Estes são os números que espelham mais uma exibição sólida do argentino, que ataca, defende, equilibra no meio-campo e esforça-se como ninguém dentro das quatro linhas. Não marcou nem assistiu, mas fez por merecer o prémio de figura. 

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Equipa do SL Benfica – Mais uma exibição pobre, sem alma e mais dois pontos perdidos por parte do Benfica. É óbvio que Cervi e Pizzi não entram nesta distinção, mas todos os outros nove jogadores (mais suplentes) estiveram ao nível do futebol praticado pelas “águias” desde a retoma. Pouca criatividade, permiabilidade defensiva a partir do meio da segunda parte e inexistência dos avançados fez com que não haja, de facto, grandes diferenças no estilo de jogo entre Bruno Lage e Nélson Veríssimo.

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Devido a restrições disciplinares e regulamentares, o treinador do Famalicão viu-se forçado a fazer algumas alterações na sua equipa, entre elas a saída do XI do melhor marcador Toni Martinez.

De facto, o atual sexto classificado não teve grande presença ofensiva nos primeiros 60 minutos do jogo, mas com a entrada de Guga, Walterson e Ivo Pinto a equipa melhorou e forçou o Benfica a errar.

Ainda que tenha sofrido um golo, a eficácia defensiva do Famalicão, o jogo de Defendi e as substituições de João Pedro Sousa merecem destaque e ajudaram, em muito, à conquista de um ponto na luta pelas competições europeias.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Defendi – 3

Patrick William – 2

Riccieli – 3

Roderick Miranda – 2

Racine Coly – 2

Fábio Martins – 3

Uros Racic – 2

Gustavo Assunção – 2

Ruben Lameiras – 2

Pedro Gonçalves – 2

Del Campo – 2

SUBS UTILIZADOS

Anderson – 1

Walterson – 1

Ivo Pinto – 2

Guga– 3

Centelles – 1

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica

Há quem se questione sobre as mudanças que Nélson Veríssimo trouxe à equipa quando a assumiu. Com o resultado frente ao Boavista FC, muitos afirmaram que, de facto, havia mais atitude dos jogadores e mais eficácia ofensiva. No entanto, tudo “ficou a nu” com este jogo em Famalicão e os “fantasmas” de Lage regressaram: falta de criatividade, falta de atitude, pouco rendimento de certos jogadores (especialmente a nível ofensivo).

Num jogo decisivo na luta pelo título, os únicos destaques positivos são mais um golo de Pizzi e mais uma exibição de Cervi, que “rumou contra a maré” durante todo o jogo. São já 12 pontos perdidos (!) em nove jogos desde a retoma do campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos – 2

Nuno Tavares – 2

Ruben Dias – 2

Jardel – 2

André Almeida  – 2

Pizzi – 3

Weigl – 2

Gabriel – 2

Cervi – 3

Chiquinho – 2

Seferovic2

SUBS UTILIZADOS

Carlos Vinicius  – 1

Samaris – 1

Rafa  – 1

Jota – 1

Artigo revisto por Joana Mendes

Renato Gouveia Dias
Renato Gouveia Diashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado pelo futebol e pela tática. O Renato é licenciado em Comunicação e Jornalismo, mas tem o sonho de se tornar treinador de futebol. Gosta de um bom fim de semana cheio de futebol e de acompanhar o mercado de transferências ao minuto.                                                                                                                                                 O Renato escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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