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O Sport Lisboa e Benfica visitou o terreno do Paços de Ferreira no terceiro encontro da época entre os dois clubes. Os dois encontros anteriores ficaram marcados pelas vitórias dos encarnados aos castores e pela falta de eficácia da equipa da cidade do Móvel. O Paços de Ferreira entrou em campo sem alguns dos habituais jogadores titulares e o tricampeão iniciou a partida ainda sem Fejsa e com Pizzi – a um amarelo do castigo – a ser escolhido por Rui Vitória. João Pedro Pinheiro, árbitro de Braga, foi o escolhido para apitar a partida que começou às 20:30.

Os primeiros 10 minutos do encontro mostraram claramente aquilo que iria ser (pelo menos) a primeira parte do duelo. Se nos primeiros 120 segundos do jogo a equipa do Paços de Ferreira fez 4 faltas, a primeira dezena de minutos acabou por ser controlada pelos encarnados, que só conseguiram rematar à baliza no nono minuto. Após cruzamento de Zivkovic, Salvio rematou no ar e causou o primeiro calafrio às luvas de Defendi. Surgia assim o primeiro momento de perigo do encontro desta noite.

Os segundos 10 minutos da partida iniciaram-se com uma reposta clara do Paços de Ferreira ao que estava a acontecer no seu relvado. Numa jogada de contra-ataque, no flanco direito, o fator sorte esteve do lado dos encarnados e a bola acabou por perder-se numa das linhas do fundo. Este contra-ataque dos castores acabou por espelhar um dos problemas do Benfica. Pizzi – jogador que tem já 4 amarelos e pode falhar o duelo frente ao FC Porto – teve medo de aproximar-se dos jogadores adversários e deixou que a jogada acabasse por se tornar um perigo.

Aos 14 minutos, o Benfica voltava a conseguir alarmar a equipa caseira. Após cruzamento tenso do camisola 17 da luz, o guarda-redes caseiro defendeu com categoria e mostrou que estava a começar uma noite cheio de trabalho para ele. O sentido do jogo continuou a ser comando pelo Benfica, com um autocarro amarelo a ser o seu grande adversário. A equipa de Rui Vitória foi fiel ao seu jogo e apostou em linhas laterais ofensivas e com Samaris a ser um central no meio de Luisão e Lindelof. Durante estes minutos, foi evidente o jogo duro da equipa da casa, ao optar pelas faltas em vez dos cortes. Tentar implementar o medo na equipa visitante? Não sei.

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Dos 20 aos 30 minutos o jogo acabava por mudar o seu ritmo. A equipa do Paços construiu a sua primeira jogada de ataque organizado e obrigava o camisola 4 da luz a ser o bombeiro de serviço. O capitão brasileiro foi decisivo por 4 ocasiões em poucos minutos. Aos 24 minutos, Ivo Rodrigues, aproveitando espaço fora de área, rematou e voltou a alertar a defensiva encarnada. E se o Paços queria arriscar, foi preciso surgir o pé de Eliseu para acontecer o momento da primeira parte. O campeão europeu em França puxou do pé esquerdo e, de fora de área, abanou os ferros da equipa do Paços. Excelente momento da primeira parte, que levou os adeptos a sentimentos bastante opostos. Após o remate perigoso de Eliseu, os castores responderam com organização e voltaram a preocupar a equipa visitante. Nota para a experiência de Luisão ao cortar bolas que tinham como destino as redes de Ederson Moraes.

Os restantes 15 minutos da primeira parte voltaram a levar o Benfica ao comando do jogo. Com 3-3-4 nos momentos de organização ofensiva, Samaris dava início do jogo, optando pelas alas ou por Pizzi, e o camisola 21 acabaria por ser sempre o maestro do jogo de ataque. Contudo, a grande diferença destes minutos finais para os iniciais foi na hora de finalizar. A falta de organização no ataque encarnado levaram à diminuição de trabalho das luvas de Defendi. Em cima do minuto 45, Jonas desperdiçou uma perigosa ocasião ao levar a bola às bancadas, após livre direto.

A segunda parte do encontro acabou por ser semelhante à primeira. O encontro retomou-se com 2 jogadas de grande perigo para cada lado, com Medeiros – reforço do Paços em Janeiro – a surgir com maior evidência do que na primeira parte. Igual ao primeiro tempo foram também as quebras de ritmo de jogo, muito consequência das constantes faltas, agora também do lado da equipa encarnada. Antes do final dos primeiros 15 minutos, Ivo Rodrigues e Eliseu voltaram a dar muito espetáculo no futebol ofensivo. Nota também para o trabalho individual de Zivkovic: o extremo surgiu imensas vezes na linha mas em outras tantas acabou por não dar o que pretendia.

Dos 60 aos 70 minutos, o Paços de Ferreira surgiu com maior destaque na partida. Com um futebol mais organizado e momentos de finalização, as luvas de Ederson foram a grande salvação do clube da Luz. Se por momentos foi Ederson o salvador, a barra e o poste da baliza do brasileiro travaram o futebol ofensivo da equipa da casa. A resposta encarnada surgia com jogadas de contra-ataque mas sem momentos de finalização. Já o Paços, realizava cada vez mais um futebol organizado. A fechar este lote de 10 minutos, Defendi voltou a ser o protagonista e a defender um remate forte de Eliseu.

A entrar nos últimos 20 minutos do encontro, Rui Vitória trocou de extremos e acabou por colocar Rafa e Cervi como flechas frescas. Contudo, nem na esquerda nem na direita Rafa trouxe algo desejável ao jogo. Já o argentino trouxe energia mas poucas ideias. Do lado da equipa da casa, Ricardo Valente entrou em campo e acrescentou trabalhos ao sector mais recuado da equipa do Benfica. Tanta foi a avalanche do Paços de Ferreira que Eliseu acabou por ser amarelado numa jogada de contra-ataque pacense. Em resposta, e na jogada seguinte, Nelson Semedo apontou a mira às redes caseiras e, mais uma vez, Defendi defendeu.

No início dos últimos 10 minutos, Rui Vitória apostou em Raul e tirou Eliseu do campo. O defesa esquerdo saía em aplausos e Raul entrava para tentar dar uma alegria aos adeptos benfiquistas. No Paços, Pedrinho e Welthon abandonavam as 4 linhas sob aplausos de ambos os adeptos. Excelente exibição de ambos os atletas. Os restantes minutos da partida acabaram por ter estes momentos: bolas altas, aflição, pressão, desespero e desorganização.

Assim se perderam mais 2 pontos em vésperas de clássico na Luz.

Foto de capa: Sport Lisboa e Benfica