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O Benfica voltava a entrar em campo para competir pela Primeira Liga, agora já com o líder da classificação, o FC Porto, com os jogos em atraso em ordem, tornando a conquista destes três pontos no Capital do Móvel ainda mais importantes, de modo a não deixar o primeiro lugar fugir.

Entrou em campo o mesmo onze que goleou o Boavista na Luz, pronto a enfrentar um Paços de Ferreira que levava três derrotas consecutivas.

No entanto, e para surpresa de todos, foram os castores que entraram melhor no jogo ao marcar aos nove minutos. Foi através de uma falha de Grimaldo que Xavier recuperou a bola e, em contra ataque, cruzou rasteiro para o remate forte e indefensável de Luiz Phellype. Um balde de água fria para os encarnados que aspiravam um outro início de jogo.

Foi toda uma parte bastante competitiva, com os pacenses a tentarem ampliar a vantagem e o Benfica a ver a sua tarefa de arrecadar os três pontos bastante dificultada. Embora as águias tivessem sido sempre mais perigosas, o Paços bateu-se dignamente e olhos nos olhos. Ainda houve tempo para um cabeceamento, à boca da baliza, de Jonas, mas falhado pelo brasileiro.

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Sem substituições, foi desta forma que o jogo recomeçou depois do descanso. O Benfica mostrou-se assertivo quanto à vontade de dar a volta ao jogo e logo ao primeiro minuto da segunda parte, Rafa, que esteve completamente endiabrado nesta partida, e de seguida Jonas, remataram para dupla defesa de Defendi.

Os pupilos de Rui Vitória continuaram a insistir, ora por Rafa, ora Cervi ou Jonas, mas havia sempre um homem entre a bola e a baliza e uma defesa pacense muito compacta para impedir o empate.

Sensivelmente a meio da segunda parte, houve tempo para dois pedidos de penálti na área pacense, uma falta sobre Rafa e uma mão de Quiñones. O segundo foi revisto pelo VAR que achou que o camisola 5 dos auri-verdes, por estar a recuperar posição, de costas para o caminho da bola, não forçou o toque na bola com a mão.

Alguns minutos depois, o Paços cedeu ao esforço e velocidade de Rafa que ganhou posição na lateral, centrou para Jiménez que rematou contra Jonas, levando a que o brasileiro rematasse de biqueira para a baliza da equipa da casa e inaugurasse o marcador para os encarnados. Estava assim quebrada a muralha amarela e verde aos 72 minutos.

Jiménez voltou a saltar do banco pelo décimo segundo jogo consecutivo
Fonte: SL Benfica

Seguiu-se muito Benfica contra um Paços a aguentar o que podia. Cervi e Rafa, as asas do Benfica desta noite, mostraram-se incansáveis nas recuperações de bola e nas movimentações ofensivas. Já do outro lado, os jogadores do Paços de Ferreira, ao ver o relógio a aproximar-se dos 90 minutos, caíam e demoravam-se no chão. Foi num lance de Jardel, a rematar de primeira sem deixar a bola cair no chão, que os pacenses mostravam estar dispostas a dar o peito às balas, ou a cabeça, como foi neste caso. O lance levou a confusão entre jogadores do Benfica e do Paços para decidir quem ficaria com a bola depois de lançada a bola ao ar pelo árbitro. Muita confusão, levando cerca de três minutos a recomeçar o jogo.

Foi logo no lance seguinte que Seferovic, que entrara depois da confusão, com um passe de qualidade para a área, ofereceu um golo de pé esquerdo ao suspeito do costume que consumava a reviravolta para os encarnados. Loucura no campo e nas bancadas e o Benfica estava na frente pela primeira vez na partida.

Já depois dos 90, com sete minutos de compensação, Gian Martins pisou deliberadamente Jonas, que estava caído, e foi expulso. Com o golo, Samaris entrou para descansar Jonas e logo de seguida deu-se uma bola alta que foi parar aos pés de Rafa, que incrivelmente ainda conseguia correr a alta velocidade, rematou e fez o terceiro golo final e definitivo para o Benfica.

Foi um Paços de Ferreira em esteroides, duro de bater, mas um Benfica persistente e focado em arrecadar os três pontos. Fica agora com 59 pontos, menos dois que o FC Porto e mais três que o Sporting CP, ficando à espera que os rivais joguem esta jornada. O Paços de Ferreira vê-se a perder há quatro jogos consecutivos e fica apenas a dois pontos da linha de água.

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