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Na última jornada da Liga ZON Sagres, o FC Porto recebeu, no Estádio do Dragão, um Benfica com várias alterações, fruto da final da Liga Europa, na próxima quarta-feira, e venceu por duas bolas a uma. Uma primeira parte de domínio completo do dragões e uma excelente resposta do Benfica, no segundo tempo, contam duas histórias diferentes.

Com os habituais titulares a nem viajarem para a Invicta, Jorge Jesus formou uma equipa composta por algumas peças importantes (Enzo, Salvio e André Gomes), mas essencialmente marcada por jogadores de segunda linha e vários atletas da equipa B.

Luís Castro, que não pôde contar com Mangala e Fernando, devido a lesão, colocou os jovens Reyes e Mikel entre os habituais titulares. Os dragões entraram no relvado de forma autoritária, incisiva e muito pressionante, assustando (e muito) a defesa do Benfica. O golo de Ricardo, logo aos 4 minutos, prometia um FC Porto demolidor na tentativa de humilhar – leia-se golear – o novo Campeão Nacional. Durante cerca de 20 minutos o Benfica foi empurrado contra as cordas. João Cancelo teve imensas dificuldades em lidar com os extremos dos azuis e brancos, ora com Quaresma, ora com Ricardo. A partir desse período inicial penoso das águias, o Benfica, através de Enzo e Djuricic, conseguiu retrair ligeiramente a dinâmica ofensiva do FC Porto, e chegou mesmo ao golo: Na grande área portista, Salvio foi mais rápido a chegar à bola do que Reyes e o mexicano acabou por cometer grande penalidade. Enzo não tremeu perante Fabiano. Curiosamente, a resposta dos dragões veio, também, de penálti. Num lance que deixa algumas dúvidas (minuto 39), o árbitro Rui Costa viu Jackson Martinez ser carregado em falta por André Almeida, na grande área do Benfica, e apitou para a marca dos onze metros. O avançado colombiano imitou Enzo Peréz e devolveu a vantagem ao FC Porto. Ao intervalo, a supremacia do dragões refletia-se no marcador.

Djuricic fez um jogo de grande nível Fonte: Catarina Morais (ZeroZero)
Djuricic fez um jogo de grande nível
Fonte: Catarina Morais (ZeroZero)

O segundo tempo conta uma história totalmente diferente. O Benfica voltou para o jogo com o mesmo onze mas com uma atitude renovada. Os encarnados saíram várias vezes com a bola controlada, criando inúmeros desequilíbrios pelas alas (destaque para Salvio). Logo no retomar da partida, o Benfica dispôs de uma grande ocasião de golo (a melhor de toda a segunda parte), mas Djuricic, que aproveitou um desentendimento entre Maicon e Fabiano, atirou à barra. O sérvio fez uma enormíssima segunda parte, pautando todo o jogo encarnado, e foi o grande responsável pelo melhoria do Benfica. De fato, apesar da equipa apresentada ter poucas rotinas (principalmente na defesa), o Benfica consegui sobrepor-se ao FC Porto, pecando apenas na finalização. Do lado portista, a entrada de Quintero agitou o jogo, mas, apesar de duas ocasiões de golo iminente, foi incapaz de alterar o marcador. Até ao final os 90 minutos, tempo ainda para as entradas dos jovens Bernardo Silva e Lindelof, que inscrevem assim o seu nome na lista dos jogadores de Campeões Nacionais 2013-2014.

Naquele que foi o quinto e último clássico da época, o FC Porto leva a melhor sobre o Benfica, mas fica mais uma vez evidente a falta de consistência dos azuis e brancos, que sentiram muitas dificuldades para levar de vencida um Benfica em gestão. Apesar da derrota, os homens de Jorge Jesus saem do Dragão de cabeça erguida e com o orgulho intato.

 

A Figura

Djuricic – A grande segunda parte do Benfica está inteiramente associada ao médio sérvio. Procurou a bola, serviu os colegas, criou desequilíbrios, enfim, foi o dinamizador da equipa.

O Fora-de-Jogo

Steven Vitória – A análise ao fora-de-jogo é referente aos primeiros 45 minutos, visto que, no segundo tempo, toda a equipa se apresentou a um bom nível. No entanto, o central benfiquista foi dos que mais tremeu na fase de maior fulgor portista, e o nervosismo não pode servir de desculpa.

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