Chegou o primeiro clássico dos três grandes. Chegou o grande clássico do futebol português. Chegou, ou está quase a chegar, o clássico que coloca frente a frente o Sport Lisboa e Benfica com o Futebol Clube do Porto para o campeonato nacional.

A Liga NOS recebe na sétima jornada o jogo mais esperado das últimas jornadas. Numa disputa pelo primeiro lugar, o Benfica regressa a casa para regressar às vitórias no campeonato e o Porto vem a Lisboa para conquistar a quarta vitória consecutiva e manter a pressão existente com o Sporting de Braga.

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Não se antevê uma partida fácil para nenhum dos dois adversários. O Benfica vem de um empate frente ao Desportivo de Chaves numa partida onde o Benfica fez dos piores jogos dos últimos tempos. Além da má exibição, o Benfica ficou refém de dois centrais que vão falhar a recepção ao campeão nacional. Jardel saiu lesionado na primeira parte e só regressará daqui a algumas semanas e Conti acabou por ser expulso na reta final da partida. Assim sendo, e com a reforma de Luisão, Rui Vitória terá que apostar ou em Lema, ou em Ferro, ou numa adaptação de última hora: já vimos Fejsa a fazer essa posição e Samaris também já dividiu em tempos a defesa com Lindelof.

A meu ver, a melhor escolha, é a adaptação de Samaris a central, mas teremos de esperar pela hora do jogo para ver qual a decisão do técnico português. Ausente do clássico, do lado portista, é de Aboubakar. O ponta de lança africano foi operado ao joelho e está ausente dos relvados cerca e seis meses. Uma ausência que deixa o Benfica “um pouco” mais descansado pois o camaronês era um autêntico perigo para uma defesa frágil como a encarnada.

Jonas, o homem golo do Benfica que raramente marca em jogos grandes. Que esta partida seja dele e que se destaque na hora de fazer abanar as redes da equipa portista
Fonte: SL Benfica

Como tem sido os anteriores clássicos, estas duas equipas costumam proporcionar bonitos momentos de futebol. Contudo, o Futebol Clube do Porto costuma ser a equipa mais ofensiva, mas mais segura defensivamente, muito devido ao esquema tático. O Porto, ofensivamente, joga num esquema tático de 4-4-2 mas na altura de recuar no terreno joga em 4-3-3 com Otávio a fechar o centro do terreno.

O Benfica, agora com Gabriel, acabou por mudar um pouco a forma de trabalhar o meio-campo. Pizzi voltou a ser o homem mais ofensivo e Gabriel, muitas vezes, é o homem que recua no terreno e poderá dar apoio a Fejsa, nesta difícil partida. No ataque encarnado, Rui Vitória pode apostar em tantas escolhas que é difícil antever quem vão ser os três mais ofensivos. Do lado Portista a certeza é que Marega será o avançado mais móvel e a meu ver mais perigoso para a defesa encarnada. A sua velocidade, a facilidade com que pode aparecer em zonas de decisão ou desequilíbrio fazem dele uma peça fundamental do ataque azul e branco.

Espera-se um clássico cheio de espetáculo futebolístico e com a vitória da equipa encarnada para juntar-se a FC Porto e SC de Braga na luta pela primeira posição do campeonato nacional.

Foto de Capa: SL Benfica