OBJECTIVO: AQUECER A ALMA NO GELO DE DONETSK

É já amanhã que o Sport Lisboa e Benfica se desloca à cidade de Donetsk para defrontar os ucranianos do FK Shakhtar. À espera dos encarnados vai estar uma excelente equipa, um estádio cheio e ainda uma temperatura ali muito próxima dos zero graus.

A equipa ucraniana encontra-se  a liderar o campeonato tranquilamente – uma liderança de 14 pontos e construída em 18 jogos, onde só sofreu nove golos e marcou 50. Com 15 golos Junior Moraes é o melhor marcador da equipa e do campeonato. Ambos os clubes chegam a esta fase da Liga Europa despromovidos na fase de grupos da Liga dos Campeões.

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Só por duas vezes se defrontaram em jogos oficiais. Foi em 2007, quando calharam no mesmo grupo da Liga dos Campeões. Nesse confronto, quem saiu por cima foi o SL Benfica. Além de ter terminado o grupo em terceiro e com mais um ponto que o FK Shakhtar, também conseguiu vantagem no confronto directo. Apesar de os encarnados terem perdido por 0-1 na Luz, foram à Ucrânia vencer por 1-2 num jogo que contou com um bis de Óscar Cardozo.

Este confronto tem a particularidade de colocar o treinador Luís Casto e o ex-chefe de prospecção do SL Benfica José Boto no caminho das águias.

Uma das marcas deste duelo é o distinto contexto competitivo dos clubes. De um lado temos a equipa do SL Benfica que vem de consecutivos jogos do Campeonato e da Taça de Portugal. Um equipa com alto ritmo competitivo, mas num mau momento de forma e com algum cansaço acumulado.

Do outro lado temos uma equipa que regressa neste jogo à competição. O futebol na Ucrânia está parado há precisamente 2 meses e apesar dos vários amigáveis disputados nos últimos 20 dias, ritmo competitivo ganha-se em competição. Assim, apesar das pernas frescas, é ainda uma incógnita o nível de preparação desta equipa.

Olhando para os palmarés, vemos que o Futbolniy Klub Shakhtar, ao contrário do Sport Lisboa e Benfica, já venceu esta competição. Aconteceu em 2009, numa final disputada em Instambul frente ao Werder Bremen.

COMO JOGARÁ O FK SHAKHTAR?

Luís Casto é um treinador de ideias positivas e que gosta de uma equipa que goste de ter bola e a saiba trabalhar. É um entusiasta de um jogo de linhas próximas, com uma progressão em futebol apoiado. Encontrou em Donetsk uma equipa com histórico de jogo baseado em jogadores com grande técnica e sentido colectivo. Ter posse num colectivo que privilegia a criatividade é uma mistura deliciosa. A grande dúvida será a qualidade do processo defensivo do FK Shakhtar, principalmente caso o SL Benfica se apresente num jogo de transições rápidas e a colocar Rafa a pressionar os defesas na primeira fase de construção.

Irá actuar num 4-3-3 com um meio-campo de três homens muito bem definido e a criarem as ligações dos virtuosos extremos ao mortífero ponta de lança. Serão uma equipa de bola com qualidade na transição e com forte presença na zona de finalização.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: UEFA

Taison – Capitão e ex-internacional brasileiro. O extremo do FK Shakhtar é um poço de força e velocidade. Consegue rasgar uma defesa numa arrancada, sendo fortíssimo nos momentos de transição ofensiva. Poderá também ser uma ameaça na pressão à primeira linha encarnada. Um jogador veloz, com boa técnica e golo, e que tem vindo a aprimorar o seu sentido de jogo colectivo. Será o principal potenciador de espaços no meio-campo encarnado.

XI PROVÁVEL:

4-3-3 – Piatov, Dôdô, Kryvtsov, Matviienko, Ismaily, Stepanenko, Alan Patrick, Kovalenko, Taison, Marlos e Júnior Moraes.

COMO JOGARÁ O SL BENFICA?

A equipa de Bruno Lage chega a este jogo sem poder contar com Jardel, André Almeida, Gabriel e Julien Weigl. Baixas de peso se considerarmos o momento de forma de Ferro e também que Gabriel e Weigl seriam a dupla titular deste treinador.
Tacticamente, não deverá haver uma grande mudança. A equipa actuará num 4-2-3-1, onde a maior nuance estará no posicionamento do homem que actua nas costas do avançado. Assim, poderemos ter um meio-campo mais reforçado com a presença de Samaris e Florentino e um Taarabt mais solto ou então a manutenção de um meio-campo a dois com Chiquinho ou Rafa mais próximos do avançado.

Bruno Lage terá de decidir como quer abordar este jogo. Se vai apresentar uma equipa com bola e com iniciativa ou se vai apresentar uma equipa sem bola e expectante. Dar bola a um colectivo como o do FK Shakhtar pode ser um imenso tiro no pé.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – Não há como escapar ao óbvio. O guarda-redes dos encarnados tem sido constantemente o melhor – ou dos melhores – jogador da equipa. Jogo após jogo. Foram já vários pontos conquistados e eliminatórias asseguradas devido às exibições do greco-alemão. Se vamos para um jogo deste Benfica sem saber o que esperar da exibição individual e colectiva dos jogadores de campo, quanto a Vlachodimos já não temos esse problema. É a aposta segura. Tem falhas, evidentemente. Um jogo de pés ainda por aprimorar e uma grande dificuldade em agarrar bolas. Mas, tem sido um muro autêntico para os avançados adversários.

XI PROVÁVEL:

4-2-3-1 – Vlachodimos, T. Tavares, R. Dias, Ferro, Grimaldo, Florentino, Samaris, Pizzi, Rafa, Cervi e Vinícius.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

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