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No dia em que o Sport Lisboa e Benfica comemora 113 anos de vida, o clube da luz visitou o terreno do GD Estoril Praia num encontro a contar para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal Placard. Quando passavam 15 minutos das 20 horas, o arbitro Jorge Ferreira, da Associação de Futebol de Braga dava o apito inicial da partida.

A equipa da casa entrou em campo com a formação tática de 4-3-3 com os seguintes jogadores: Luís Ribeiro, João Afonso, Dankler, Gonçalo Brandão, Joel, Diogo Amado, Matheus Índio, Eduardo, Mattheus, Licá e Kléber. Já Rui Vitória apostou no seu habitual 4-4-2 com uma surpresa. Filipe Augusto estreou-se a titular fazendo companhia a Júlio Cesar, Nelson Semedo, Jardel, Lindelof, Eliseu, Samaris, Zivkovic, Carillo, Rafa e Mitroglou. Nota para a ausência de Hermes no banco de suplentes. O esquerdino brasileiro viu o encontro da bancada e continua sem estrear-se de águia ao peito.

Os primeiros vinte minutos da partida foram suficientes para perceber que o Estoril tinha a lição bem estudada para este encontro. O coletivo de Pedro Carmona arriscou com linhas bem subidas e obrigou os encarnados a jogar com passes curtos e bem longe da baliza da equipa da casa. O primeiro e segundo momento de perigo foram mesmo da equipa caseira com remates a obrigar atenção redobrada do sector defensivo encarnado. O último momento de perigo dos primeiros vinte minutos veio do pé direito de Samaris. O grego alertou Luís Ribeiro com um remate fortíssimo e de fora de área.

A partir deste momento o jogo virou-se ao contrário e as águias conquistaram a maior percentagem de bola mas sem concretizar alguma jogada de perigo. Esta falta de bola no ataque encarnado deveu-se fundamentalmente à falta de um médio ofensivo. A linha de dois médios Samaris e Augusto era bastante baixa. Aos 34 minutos um momento belíssimo as claques e adeptos do Benfica juntaram-se e cantaram o conhecido “parabéns a você” ao clube da Luz. Aos 35 minutos a festa continuava com o primeiro golo do jogo. Após cruzamento tenso de Eliseu, o grego Mitroglou abriu o marcador ao encostar a bola para o fundo das redes do Estoril.

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Com o golo e consequente minuto 36, o “parabéns a você” volta a ser entoado no Estádio Coimbra da Mota. Na entrada para os últimos minutos da primeira parte o estreante Filipe Augusto acabaria por cair no relvado e pedir assistência média. O brasileiro acabou por ser substituído por Pizzi. Entre a lesão e a substituição chegaria o empate: Kleber, camisola 10 do Estoril concretizava com sucesso uma grande penalidade após mão do campeão europeu, Eliseu. A substituição forçada acabou por ser importante ao jogo tendo em conta que o Benfica passou a jogar com um médio de ligação entre as zonas mais recuadas e o ataque. Aos 43 minutos o Benfica volta a colocar a bola dentro da baliza dos adversários, mas o juiz de linha anulou por fora de jogo de Mitroglou. O avançado, camisola 11, está mesmo em bola forma e é um dos pontas-de-lança mais eficazes do momento.

Mitroglou teve (mais) uma noite de sonho na Amoreira Fonte: SL Benfica
Mitroglou teve (mais) uma noite de sonho na Amoreira
Fonte: SL Benfica

Aos 44 minutos, Jorge Ferreira mostrava o primeiro amarelo do encontro. Matheus saltou e cometeu falta a Samaris deixando o grego deitado no chão. O médio brasileiro acabaria por ser “amarelado” pelo arbitro. A primeira parte terminou ao minuto 46 e os jogadores foram para intervalo com um empate justo.

A segunda parte trouxe aquilo que os últimos minutos da primeira parte tiveram: a equipa do Benfica continuou a controlar o encontro e a ter mais oportunidades de perigo comparado com o adversário. Aos 63 minutos de jogo o técnico do Estoril apostou na entrada de Gustavo Tocantis para dar velocidade ao lado esquerdo do ataque caseiro. O camisola 14 acabou por dar alguma energia ao jogo mas não a suficiente. A falta de soluções encarnada fez com que Rui Vitória fizesse entrar Cervi para o lugar de Rafa. O argentino trouxe velocidade ao jogo mas também não fez a diferença pretendida.

O resto do encontrou continuou a ser comandado pelo Benfica. Rui Vitória fez entrar Raul e retirou de campo Carrillo. O peruano esteve longe da forma que já mostrou nos passados jogos. As substituições do Estoril mostraram pouco resultado e mais gestão de equipa. Já os encarnados cresceram no encontro, rematando cada vez mais, surgindo com mais perigo na baliza do português Luís Ribeiro. Nota para a grande exibição do jovem de 24 anos. O camisola 96, formado no Sporting, esteve muito bem durante a partida tendo sido protagonista em alguns lances de maior aperto do Estoril. Aos 89 minutos chegaria o golo da diferença. Eliseu de calcanhar (e que momento) passa para Cervi que cruza e deixa Mitroglou fazer o 2-1 final.

Foto de Capa: SL Benfica

Rescaldo da autoria de André Conde e João Neves