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Noite gelada na Amoreira com casa bem composta, maioritariamente pelos adeptos encarnados. Joga-se uma partida que se afigura importante para as contas do título, tendo o Sporting de Jesus “escorregado” com a turma de Petit na noite anterior, cabendo ao Benfica a oportunidade de encurtar a desigualdade pontual de apenas dois pontos para os pupilos de Alvalade.

Os canarinhos apresentaram-se com quatro alterações face ao jogo da Taça com o Rio Ave e, como em equipa que ganha não se mexe, os bicampeões apresentaram-se com o mesmo onze face ao jogo anterior face ao Nacional. Como esperado, e face ao bom momento, o Benfica entra confiante e logo aos quatro minutos Pizzi descobre Jonas, que atira por cima. Aos nove minutos, novamente Pizzi para Jonas, mas desta feita atira forte ao poste esquerdo do guarda-redes canarinho, tendo na recarga Carcela chutando por cima da trave.

O Estoril-Praia ainda nem tinha chegado perto da baliza encarnada mas, poucos momentos depois, aos 11 minutos, os canarinhos, contra a maré, abrem o marcador por intermédio de Leo Bonatini, respondendo de primeira a um cruzamento de Anderson Luis, conseguindo assim chegar ao seu décimo golo no campeonato.

Assumindo o controlo da partida pouco depois e já com três remates à baliza – com Jonas bem marcado e Raúl Jiménez displicente frente à baliza – crescia a ansiedade nos encarnados, aumentando os cruzamentos sem resposta, lentos a recuperar face a um Estoril que apenas pressiona na sua zona, com apoios bem definidos mas sempre bem posicionado para lançar contra-ataques à turma da Luz.

Os comandados de Fabiano apresentavam-se irredutíveis nos últimos 40 metros, com o meio campo e a linha defensiva próximos, e impedindo incursões ou passes a rasgar aos visitantes, chegando assim ao intervalo em vantagem.

Pizzi foi mais uma vez decisivo na conquista da vitória encarnada Fonte: Benfica/Helder Santos/ASpress
Pizzi foi mais uma vez decisivo na conquista da vitória encarnada
Fonte: Benfica/Helder Santos/ASpress

No reatamento da partida, o Benfica volta com uma alteração, deixando o mexicano Jiménez no balneário e dando lugar ao avançado grego Mitroglou, que, aos 50 minutos, falha o alvo depois de cruzamento rasteiro de Pizzi. Voltou o Benfica a entrar forte em campo, conseguindo instalar-se novamente no terreno canarinho e criando perigo para a equipa da casa; aos 52 minutos, o recém-entrado Mitroglou restabelece a igualdade no marcador com um remate que ainda embate em Diogo Amado, após cruzamento rasteiro bem medido por André Almeida.

A pressão visitante continuou e o Benfica encostou os canarinhos à sua área, não permitindo qualquer ataque ou recuperação à equipa treinada por Fabiano. Com tanta pressão, o Benfica conseguiu dar a volta ao resultado; aos 68 minutos, Jonas encontra no lado direito da área da equipa da casa o médio Pizzi, que remata colocado e sem hipótese para o guardião Kiezek, sendo feita assim justiça face ao que os encarnados produziram em campo, com Jonas e Mitroglou a serem uma dor de cabeça para a defensiva do Estoril Praia.

Uma réstia de esperança surgiu no último minuto do encontro, num canto que trouxe perigo à turma benfiquista, respondendo Júlio César como só ele sabe, salvando a vitória.

O treinador da equipa da Linha reagiu tarde, apostando em Michel por Gerso (desapareceu na segunda parte, mérito da pressão acima do meio campo por parte dos adversários) apenas aos 86 minutos, quando o jogo já não parecia ter outro rumo que não a vitória merecidíssima por parte dos campeões em título, que continuam numa série vitoriosa e cada vez mais confiantes, na luta pelo tricampeonato.

A Figura:

Pizzi – o internacional português encontrou o seu lugar na meia direita encarnada e, à falta de Gaitán, tem sido ele o principal desbloqueador nos últimos jogos da turma de Rui Vitória, coroando a sua exibição com um golo à sua imagem.

O Fora-de-Jogo:

Fabiano – o treinador do Estoril jogou para o empate, baixando as linhas e aproveitando apenas os contra-ataques, lançando um segundo avançado apenas a dez minutos do fim, sem sucesso.

 

Reportagem de Ricardo Lopes Almeida e Tiago Direitinho Alves

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