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Acaba finalmente a novela João Mário, com os benfiquistas a saírem por cima dos rivais leoninos na disputa pelo jogador que foi campeão nacional 2020-21, e com papel preponderante no sistema de Rúben Amorim.

A famosa cláusula “2.7” do contrato que ligava João Mário ao Inter de Milão – a tal anti-rival – foi contornada com uma rescisão de contrato, método que Steven Zhang, o jovem proprietário do Inter, interpôs como de mais abonatório às partes interessadas: ficou, assim, o jogador livre de assinar pelas águias e a dívida italiana ao empresário do jogador, Federico Pastorello (quatro milhões de euros pelos negócios de Lukaku e Candreva).

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Seria também assumida pelo SL Benfica o custo de intermediação, como a totalidade do mesmo salário que auferia em Milão – 3,5 milhões de euros anuais, qualquer coisa como 5,5 milhões brutos. Contas feitas, 7,5 milhões que saem já dos cofres da Luz e aproximadamente 20 milhões de euros em salários, estes divididos pelos cinco anos de contrato.

Entre Inter e Sporting CP, a comunicação não foi fluída e a interação não foi completamente amigável. Na origem da discórdia está a intransigência leonina em fazer cumprir a cláusula anti-rival imposta aquando da venda de João Mário aos italianos em 2016, que obrigaria o clube italiano a compensar o Sporting CP em 30 milhões, caso o jogador fosse transferido para um dos rivais portugueses.

Foi até à última que Frederico Varandas alertou Zhang para essa condição, o que obrigou ao proprietário chinês do Inter a render-se à tentação de outros caminhos, de mais fácil resolução e que desbloqueassem o processo junto do SL Benfica: aos dois interessava a célere conclusão do negócio, que se arrastava já há semanas.

À pergunta do Inter sobre se era pretendido igualar a oferta dos encarnados (7,5 milhões de euros), o Sporting CP respondeu sempre negativamente, ficando-se pelos cinco milhões: inflexibilidade que levou a que os italianos optassem pela via negocial concretizada ontem.

Rescindindo com o jogador, evitam-se futuras complicações, ainda que o clube leonino não desista e já tenha vindo a público com um comunicado que denuncia a utilização de “um expediente para que o Inter e o jogador João Mário se procurassem eximir ao que contrataram com a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD em 2016“, acrescentando ainda que “todas as partes sabiam as obrigações que assumiram” nesse mesmo ano e a que, volvidos outros cinco, “pretendem furtar-se“.

Depois de uma experiência falhada em Itália, onde nunca se conseguiu assumir, tendo sido emprestado consecutivamente a West Ham United FC, Lokomotiv de Moscovo e Sporting CP, João Mário era visto como excedentário para o plantel nerazurro.

A ausência do Euro 2020 terá certamente pesado na decisão controversa do jogador – a vontade de continuar em Portugal obrigou-o a ambicionar voltar a trabalhar com Jorge Jesus, o técnico que o projetou em termos internacionais e que lhe permitiu a carreira acima da média em 2015-16, que lhe justificou a titularidade naquele Euro, de onde saiu com a medalha de campeão.

Trocando Sporting CP por SL Benfica, João Mário tenta repetir esse capítulo da sua história, até porque em 2022 há Mundial do Catar, certamente ao qual o jogador, já com 29 anos, não aceita ficar de fora.

Todo este processo foi concluído ontem, permitindo ao jogador aterrar em Tires ao final da tarde. Hoje já trabalhou às ordens de Jorge Jesus no Seixal, depois de uma breve apresentação nas redes sociais, onde surgiu Rui Costa como representante presidencial, continuando o ex-jogador a assumir as vezes de dirigente máximo dos encarnados.

Artigo revisto por Joana Mendes

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