O Sport Lisboa e Benfica estreia-se na UEFA Champions League 2019-20 com a recepção ao actual líder do campeonato alemão – RB Leipzig. Após três vitórias manteve a liderança da Bundesliga ao alcançar um empate a uma bola no passado sábado frente ao FC Bayern de Munique no Red Bull Arena.

Nestes primeiros jogos do campeonato alemão a equipa de Julian Nagelsmann tem variado entre o 3-5-2 e o 4-4-2, tendo mesmo utilizado os dois sistemas neste jogo frente ao campeão alemão.

Na baliza actuou um dos alvos do SL Benfica no último Mercado de Transferências – Péter Gulácsi.

À frente deste 3 homens  – Mukiele, Konaté e o capitão Órban.

Na ala direita actuou o Klostermann e na ala esquerda o Halstenberg.

Na base do meio-campo jogou o austríaco Konrad Laimer apoiado pelos mais criativos Forsberg e Marcel Sabitzer.

O ataque ficou entregue ao gigante dinamarquês Poulsen e claro está ao craque da equipa Timo Werner.

O jogo começou mal para o RB Leipzig com um golo de Lewandowski logo no terceiro minuto.

Toda a primeira-parte foi muito inofensiva e desinspirada por parte dos homens de Nagelsmann que praticamente só criaram perigo no penalti que beneficiaram já no último minuto do primeiro tempo. Com o sistema de 3 centrais a não funcionar a equipa da casa regressou do intervalo com uma substituição e alteração táctica.

A saída de Klostermann para a entrada do médio Diego Demme, permitiu uma aproximação de um 4-4-2 mais clássico com o jovem Mukiele a assumir a lateral direita. Neste novo sistema o Leipzig transfigurou-se e disputou verdadeiramente o jogo com o FC Bayern de Munique nos segundos 45 minutos. O reforço do meio-campo permitiu que a equipa conseguisse pressionar mais alto, ganhar a bola em zonas mais ofensivas e causar maiores desequilíbrios na defensiva Bávara.

O sistema de três centrais do Leipzig é aconselhável num embate com uma equipa que se apresente com dois pontas de lança – como é o caso do SL Benfica – de forma a criar vantagem numérica naquela zona do terreno.

Timo Werner é a estrela da equipa mas o forte do conjunto alemão é o seu jogo colectivo 
Fonte: RB Leipzig

Contudo, o futebol e as dinâmicas da equipa de Bruno Lage não giram em torno dos dois avançados mas sim nos desequilíbrios que os extremos e médios podem causar pelo centro do terreno no espaço entre o meio-campo e a grande área adversária. Daí me parecer mais limitativo à qualidade do SL Benfica um reforço no meio-campo do que um reforço no centro da defesa.

O 3-5-2 do RB Leipzig terá as suas vantagens mas irá permitir à equipa de Bruno Lage superiorizar-se no meio-campo e libertar a criatividade tanto de Pizzi como de Rafa. Já o 4-4-2 poderá trazer um diferente equilíbrio ao meio-campo, menos espaço para os criativos da Luz e ainda uma capacidade de pressão a qual este SL Benfica ainda me parece demasiado verde para suster.

Já foi avançada a possibilidade de o Sport Lisboa e Benfica abdicar da dupla ofensiva jogando com o criativo marroquino nas costas no avançado. Esta opção aparenta ser a mais indicada para este jogo de Liga dos Campeões. Não só inutilizaria o sistema de 3 centriais alemão como ainda traria maior capacidade à equipa de lidar com o alternativa 4-4-2.

O RB Leipzig é uma equipa de qualidade mas a formar ainda uma identidade. Composta por vários jogadores fortes e também por vários jogadores rápidos. É capaz de de lançar ataques rápidos em cada momento e tem uma boa organização para pressionar alto eficazmente. O ás da equipa é sem dúvida o alemão Timo Werner mas o forte do conjunto alemão é o seu jogo colectivo principalmente sem bola.

 

Foto de Capa: RB Leipzig

Revisto por: Jorge Neves

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Primeira palavra bola. Primeiro brinquedo bola. E assim sempre será. É a ver jogos que partilha os melhores momentos de amizade. É a ver jogos que faz as melhores viagens. É a ver jogos que esquece os maiores problemas. Foi na paixão pelo jogo que sempre ultrapassou os outros desgostos de amor. Agora a caminhar para velho pode partilhar em palavras aquilo que sempre guardou para si em pensamentos e pequenos desabafos.                                                                                                                                                 O Daniel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.