José Augusto Pinto de Almeida, nasceu no Barreiro a 13 de abril de 1937. Iniciou-se na prática do desporto aos 10 anos, como basquetebolista e como futebolista, no clube da cidade, o FC Barreirense. Mas foi por influência do pai, antiga gloria do clube da terra, que aos 17 anos escolheu ser jogador de futebol.

Rápido, ágil, forte e com um instinto goleador, foram algumas valências que o fizeram sobressair enquanto jovem jogador.

Ainda aos 17 anos, foi chamado pela primeira vez à seleção nacional de jovens, num torneio internacional na Itália, onde se destacou. Não tardou a chegar á equipa principal de seniores do FC Barreirense, e em outubro de 1955, José Augusto, faz a sua estreia na primeira divisão, num jogo contra o Sporting CP, onde foi a estrela do jogo, marcando 2 golos.

Foram muitos os clubes que demonstraram interesse no jovem avançado de 22 anos, mas foi pelo o Sport Lisboa e Benfica, que José Augusto viria assinar contrato, no verão de 1959. Chegando assim, ao topo do futebol português.

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O treinador era Bella Guttman, que vinha do FC Porto para orientar o SL Benfica. Com uma equipa recheada de estrelas, o técnico húngaro meteu José Augusto atuar do lado direito do ataque como extremo. Fez a sua estreia para o campeonato contra o Vitoria FC, e no seu segundo jogo contra o SC Braga marcou o primeiro golo pelo SL Benfica. A partir dai, começou a escrever-se história.

Trio de ataque com António Simões, José Augusto e Eusébio
Fonte: SL Benfica

Em corrida, ultrapassava com uma elegância fora de serie, os adversários que lhe saltavam ao caminho. Tinha o dom de dominar e chutar a bola com qualquer um dos pés. No jogo aéreo era igualmente um jogador de classe. Apesar de na maior parte da sua carreira não ter ocupado a posição mais avançada do ataque, revelou-se sempre um exímio marcador, tendo marcado ao serviço do SL Benfica mais de 170 golos em mais de 360 jogos.

Com a “águia ao peito” conquistou 8 campeonatos da primeira liga, 3 Taças de Portugal, e as 2 míticas taças dos campeões europeus, juntamente com tantas outras lendas do clube. Na seleção fez parte do lote de escolhidos, que dignificaram o pais, no celebre mundial de 1966, onde marcou 3 golos. A imprensa estrangeira, apelidou-lhe de “melhor extremo direito atuar na Europa.”

No ano de 1970, com apenas 32 anos, mas como um verdadeiro líder em campo, foi-lhe oferecido o cargo de treinador, depois de um desentendimento entre Otto Gloria (treinador na época) e o plantel encarnado. Terminando naquele momento a sua carreira como jogador de futebol.

Ainda nessa época, conquistou a Taça de Portugal contra o Sporting CP no Jamor por 3-1. A partir dai prosseguiu a sua carreira como treinador de futebol, com passagens em vários clubes, escalões de formação e inclusive na seleção nacional.

Ao longo da sua carreira no mundo do futebol, muitos foram os troféus e medalhas que conquistou, mas mais importante foram os muitos adeptos de futebol e, em especial, do SL Benfica, que lhe deram o apelido de “lenda no universo Benfiquista.”

Foto de Capa: SL Benfica

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