Mais do que uma equipa

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O Benfica chegou ao 1.º lugar com a tranquilidade e a naturalidade que a razão e a justiça conferem. Apenas os mais distraídos (ou os ingénuos e/ou aldrabados) podem estar surpreendidos com a actual ordenação da classificação. No entanto, apesar da justificada satisfação (e mesmo de algum alívio) é indispensável manter os pés bem assentes no chão: o caminho foi longo e sinuoso e na mente de todos nós, benfiquistas, deverá estar sempre presente, daqui e até ao final, que esta realidade chegou a parecer a determinada altura impossível de concretizar. Os erros cometidos no planeamento e preparação desta época obrigaram Rui Vitória e o seu grupo a percorrerem o dobro do caminho tendo em vista a liderança – o mérito da vitória em Alvalade e da posição que ocupamos é, principalmente, dos técnicos e jogadores.

O investimento alheio – que aumentou a qualidade dos nossos adversários directos – foi acautelado desastradamente pela direcção do Benfica, levando a um início de época aos solavancos, desprotegendo o novo treinador (com menos e piores recursos que o seu antecessor) e restante plantel. Rui Vitória aceitou o desafio com coragem e após o fazerem compreender que teria de abdicar, em parte, da sua forma de ser e de estar na vida e no desporto – no que terá sido, muito provavelmente, o último serviço prestado por Jorge Jesus ao nosso clube (obrigado, Mestre da Táctica!) – superou-se, arrastando consigo jogadores e adeptos: construiu um grupo notável de talentosos futebolistas e guerreiros capazes de demonstrar a cada lance, em todos os jogos e competições, garra, querer e ambição.

Vivo muito de memórias; mas não me recordo de uma equipa que representasse tão bem a mística que sustenta o Benfica: uma simbiose única e perfeita entre talento e vontade. São muitos os capitães; todos são benfiquistas. Talvez, por isso, nenhum outro grupo tenha despertado tanto afecto e confiança junto das bancadas. Ao vê-los no relvado, da nossa à outra baliza, todos estão conscientes e convictos da sua responsabilidade e da sua missão. Pessoalmente, nunca me senti tão tranquilo, pois, pela primeira vez, sinto todos os jogadores comprometidos, sentindo o Benfica como eu (o adepto) o sinto, com a mesma vontade de o fazer vencer e festejar. Os famosos idiomatismos futebolísticos – ao género “até eu fazia melhor” ou “até eu corria mais” – não cabem, desta vez, no vocabulário do Estádio da Luz.

Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo Fonte: SL Benfica
Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo
Fonte: SL Benfica

Não somos invencíveis – alguma equipa é? Porém, somos os únicos que só dependem de si mesmos. Sabemos o que fazer nas (nove) finais que restam. E, acredito, estamos todos, dentro e fora do campo, preparados para o concretizar. Com a mesma atitude de sempre: trabalho e humildade.

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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