Chegou ao fim mais um mercado de transferências, este mais atípico que os demais, pela sua longevidade face a anos anteriores. O SL Benfica desde cedo se fez notar na aquisição de ativos para o seu plantel, a começar pelo “novo” técnico encarnado, o mister Jorge Jesus.

Pois bem, com a chegada de JJ ficou imediatamente subentendido que iria haver uma revolução na Luz e foi exatamente isso que aconteceu. Foram muitas as entradas e saídas do plantel encarnado face à temporada transata.

Ao todo foram 25 as operações de transferência realizadas pelo Sport Lisboa e Benfica: nove entradas, 18 saídas. Claro que alguns estarão de volta ao Benfica no final da temporada, uma vez que foram por empréstimo.

Na secção daqueles que aterraram no Aeroporto da Portela podemos encontrar Pedrinho, Helton Leite, Gilberto, Jan Vertonghen, Luca Waldschmidt, Everton Cebolinha, Nicolás Otamendi, Darwin Nuñez e Jean-Clair Todibo, este último por empréstimo.

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Sem sombra de dúvida que os encarnados juntaram muita qualidade ao seu plantel, mas a que preço? Pois, fazendo as contas, 98,50 milhões de euros. Um valor irrisório quando inserido no contexto do futebol português, agravando-se a situação quando o mundo, e o futebol, atravessam tempos atípicos.

Dos jogadores que chegaram a Lisboa para representar o SL Benfica, apenas Helton Leite e Gilberto não tiveram a oportunidade de se estrear de águia ao peito nos jogos realizados até ao momento. Quanto a Todibo, como a sua transferência só foi confirmada no “deadline day”, ainda não teve oportunidade de se mostrar a Jorge Jesus.

Apenas Darwin Nuñez e Everton Cebolinha são totalistas, no que a jogos oficiais diz respeito, tendo jogado todos os encontros oficiais do SL Benfica até ao momento. Vertonghen falhou a última partida frente ao SC Farense devido a lesão, Waldschmidt e Pedrinho falharam um jogo cada, também.

Otamendi, que chegou no negócio de Rúben Dias, fez a sua estreia no jogo contra o Farense e deixou também bons apontamentos, prometendo lutar por uma vaga no eixo defensivo das águias.

No geral, as entradas no plantel encarnado têm “dado cartas”, e têm tudo para se tornar peças fundamentais no Benfica de Jorge Jesus.

Como em qualquer mercado de transferências, houve também algumas saídas, se bem muitas foram por empréstimo. Rúben Dias saiu para o Manchester City, por valores a rondar os 68 milhões de euros, tornando-se na segunda transferência mais cara do campeonato português atrás de João Félix.

A título definitivo saíram ainda Cristian Lema, por dois milhões de euros, para o Damac FC, Ivan Zlobin para o FC Famalicão a troco de um milhão de euros e Dyego Souza, que foi devolvido aos chineses do SZ FC. Saíram ainda, a custo zero, Andrija Zivkovic (PAOK), Bruno Varela (Vitória SC) e Ljubomir Fejsa (Al-Ahli).

O lote de empréstimos deste defeso é grande, bastante grande. Foram 12 (!) os jogadores que saíram do SL Benfica para outro clube, mas que mantêm ligação contratual com o glorioso.

Tiago Dantas foi a saída de última hora, tendo rumado ao Bayern de Munique; por sua vez, Carlos Vinícius transferiu-se para o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho. Florentino Luís (AS Mónaco), Jhonder Cádiz (Nashville FC), Yony González (LA Galaxy), Pedro Pereira (FC Crotone), Filip Krovinovic (WBA), Tomás Tavares (Deportivo Alavés), Alfa Semedo (Reading FC), Jota (Real Valladolid CF), David Tavares (Moreirense FC) e Pedro Álvaro (Belenenses SAD) são os restantes empréstimos feitos pelo Benfica a outros clubes.

Foi, portanto, um verão atribulado para os lados de Benfica, com muitas mexidas no plantel face ao deixado por Bruno Lage/Nélson Veríssimo. Jorge Jesus chegou, pediu e teve à sua disposição um orçamento colossal tendo em conta a realidade do futebol português. Agora, resta esperar e observar o que fará o técnico natural da Amadora com um plantel escolhido a dedo por si.