Anterior1 de 3Próximo

sl benfica cabeçalho 1

Não são boas as recordações que o Moreirense traz ao Benfica. Em Janeiro passado, contra todas as expectativas, roubaram aquela que seria a possibilidade de ganhar a 8ª Taça da Liga aos encarnados. Contudo, hoje defrontam-se na 28ª Jornada e foi da defesa do primeiro lugar do campeonato que se tratou.

Um Benfica que se apresentou com um onze muito forte e inesperado, fazendo antever um bom jogo: Ederson, Nélson Semedo, Luisão, Lindelof, Salvio, Jonas, Mitroglou e com destaque para os aguardados regressos de Grimaldo e Fejsa e, Rafa, que manteve a titularidade.

Da parte do Moreirense, apesar de vir de uma série de 9 jogos, agora 10, sem vencer e ocupando o 16º lugar da tabela, apenas com 21 pontos, mostraram-se um coletivo muito aguerrido e intenso. Jogo marcado ainda pela estreia de Petit, em casa, enquanto treinador do clube.

O Benfica controlou os primeiros quinze minutos com algumas oportunidades mas sem a melhor concretização. Uma falta cometida sobre Rafa, que origina um livre logo aos 2 minutos, foi o primeiro lance de perigo mas foi direito às mãos de Makaridze. Logo de seguida, aos 7min, o inquieto Drame contra-ataca mas foi para fora.

O Moreirense apresentou um meio campo forte e um sistema defensivo bem montado, a baixar as linhas e muito pressionante, sem hipóteses para o Benfica entrar com perigo, perdendo mesmo ali a meio da primeira parte muito controlo do jogo.

Os contra-ataques rápidos das equipas proporcionaram um jogo corrido e dinâmico, obrigando as ambas a nunca baixarem os braços e tudo fazerem para cumprir os seus objetivos.

À primeira meia hora o jogo estava a zeros, notava-se um Benfica um pouco perdido no esquema tático, a falhar muitos passes, a cometer faltas desnecessárias e é nessa altura de desnorte, que Luisão chega mesmo a arriscar um vermelho direto. Ou seja, Petit de alguma forma e a determinada altura conseguiu impor a sua estratégia de jogo e fazer os encarnados recuar e baixar linhas.

Das bancadas ouviam-se os habituais e incansáveis cânticos de apoio ao clube da Luz e é quando, aos 41 minutos, explodem de euforia com golo de Mitroglou, que nas alturas aproveita a cobrança de livre de Pizzi, deixando Makaridze completamente sem reação. Golo muito festejado pela equipa dado o seu grau de importância.

A partir dali o jogo manteve-se equilibrado, o Moreirense reagiu sempre e principalmente pelos pés da dupla Boateng e Drame mas faltou-lhes muita eficácia e capacidade para atravessar a defesa encarnada. Passavam 2 minutos dos 45, o árbitro apitou e o Benfica respirava de alívio graças ao seu talismã grego.

Segunda parte começa sem alterações de ambas as partes, as duas equipas entraram muito agressivas, dispostas a tudo para defender os seus objetivos e logo aos 3 minutos surge o lance que divide os 3 pontos somados da vitória, com o golo: um corte enorme de Lindelof, impede um chapéu de Drame a Ederson. Foi a maior oportunidade de golo de todo o jogo para a equipa da casa.

É de realçar a atitude de Drame e Boateng em campo, dois jogadores muito desequilibradores e que estiveram em todas as jogadas que chegaram a área do Benfica. Valeu Luisão e seus companheiros para controlar estes avançados.

No tempo que se seguiu, coube ao Benfica acalmar o ritmo de jogo e controlar mas o Moreirense não deu tréguas ao longo de toda a segunda parte.

Aos 60 minutos, outra oportunidade, por Rebocho, jogador da formação encarnada, que protagonizou um canto que Caue desperdiçou por cima da baliza.

 

Nesta altura do jogo começaram a surgir as substituições. O primeiro foi Petit, que trocou Nildo Pitrolina por Sougou e depois, Rui Vitória, tira Salvio e coloca Zivcovic, que assim que entrou começou logo a criar oportunidades ofensivas pela direita mas a defesa de Moreira de Cónegos esteve muito atenta e consciente do seu papel defensivo, fechando bem as linhas.

Aos 67 minutos sai também Boateng, em dificuldades físicas, numa altura em que o jogo estava muito partido e a manter-se o equilíbrio entre as duas equipas.

Do lado benfiquista, Rafa ainda deu ares da sua qualidade técnica aos 76 minutos mas sem grande capacidade de finalização, acabando por dar lugar a Cervi. No Moreirense, Sare foi substituído por Alex, na tentativa por parte do Moreirense, de procurar o empate.

Mas foi aos 80 minutos que o jogo fechou e mudou completamente. A entrada de Samaris por Jonas, equilibrou completamente a linha do meio campo, segurando jogo a favor do Benfica. Existe mesmo um jogo pré e pós Samaris. O primeiro, com o Benfica a permitir transições e a não conseguir impor o seu estilo de jogo e o segundo, que fechou completamente todas as linhas de transição de bola para o Moreirense.

No último minuto ainda houve espaço para um susto, o mesmo Samaris faz falta perto da área e permite um livre batido por Alex já no tempo extra, que saiu para canto e Roberto deixa escapar falhando o remate à baliza.

No que respeita à arbitragem, apesar de ter sido um jogo com muitas faltas de parte a parte, foi correta e sem lances duvidosos na minha opinião.

Apito final, vitória conseguida pela margem mínima embora se esperasse um Benfica mais seguro mas muito mérito também para o Moreirense. Os 3 pontos estão ganhos, a manutenção do primeiro lugar garantida e já está tudo a pensar no mesmo!

Anterior1 de 3Próximo

Comentários