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Enquanto escrevo, informado de que tenho de entregar o artigo que por ora partilho convosco, paro de ler A Fórmula de Deus, do bem conhecido jornalista José Rodrigues dos Santos. Sim, é verdade. Admito. Fui dos únicos que ainda não leu o romance que atirou o periodicista nascido em Maputo (ou Lourenço Marques) para a ribalta. Até agora a história parece espetacular. E lê-se de uma assentada. Para quem é fã de história e arqueologia e ávido consumidor de séries aventureiras vai, certamente, adorar. E nada melhor do que utilizar a parábola desta obra para dar a receita para o jogo do Benfica. Do Glorioso Benfica. Do bicampeão europeu. Clube que fez e faz sonhar gerações de milhões e milhões de apaixonados. O pedido para a realização do rescaldo deste jogo foi feito in extremis. Aceitei. Porque no Benfica são todos por um. Benfiquista ama. E aqui estou.

E Deus? Observa, majestoso, do seu Olimpo. Os deuses gregos a torcerem pelo Olympiacos. Os deuses latinos pela centésima derrota dos helénicos. Mas não seremos todos da mesma família? Greco-latinos? Sim, viveríamos todos mais felizes. Todavia Deus ficará do nosso lado. E Pluribus Unum. Hoje, como sempre foi e será, seremos milhões. Milhões encarnados nesta bela expressão do latim que a língua portuguesa, qual filha obediente, tratou de traduzir: “Todos por um!” E é este ideal que se fará cumprir. Hoje far-se-á cumprir Portugal! Hoje joga o Sport Lisboa e Benfica!

Canto para o Olympiacos e único golo da partida apontado por Manolas. Garay deixa um buraco imenso e fica a ver a banda passar. Jogo de sentido único. Roberto transformou-se em Deus. Ainda nos dá pesadelos. Desta feita, no outro lado da barricada. Benfica poderia ter goleado. Não o fez. Nenhum benfiquista pode ficar desapontado com o querer e a garra deste grande Benfica.

Nico Gaitán: fabuloso, talento bruto Fonte: news.yahoo.com
Nico Gaitán: fabuloso, talento bruto
Fonte: news.yahoo.com

Vê-se que a equipa está mais solta, mas veloz e mais ambiciosa. Rapidamente voltará aos níveis exibicionais a que nos habituou.

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Na noite do Pireu, onde os jogadores chegaram ao Olimpo que é a montra da Liga dos campeões, vimos um Olympiacos fechadinho e um Benfica forte demais. Só uma partida com falta da pontinha de sorte não permitiu ao Benfica sair de Atenas com outro resultado, que manifestamente merecia.

Todos jogaram bem, sem exceção. Ruben Amorim, não fora a grande exibição do guarda-redes espanhol, seria o melhor em campo disparado. Gaitán é talento puro. Jogador vadio e vagabundo. Faz o que quer com a bola. Luisão e Enzo Pérez sempre bem. Sílvio não comprometeu. Markovic tem rasgos de génio. E até Matic volta à velha forma, como peixe na água.

Os Deuses estiveram do lado grego. Em particular, do lado de Roberto. No confronto de egos divinos de eus, Zeus venceu o Deus latino. Mas uma palavra este Benfica terá a dizer. E acredito que mais cedo do que pensamos. Atrevo-me a dizer: Nós contamos com o Benfica e o glorioso conta connosco. Esperem por nós.

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