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É a posição da moda no futebol actual. O espaço para os criativos vai desaparecendo – a essência do número 10 desvaneceu-se – e, no futebol actual, por entre as amarras das marcações e da anulação dos espaços, foi necessário “criar” um novo tipo de jogador. Um jogador que, sendo criativo, pudesse oferecer outras coisas – jogo entre linhas, ´capacidade de romper com bola e, essencialmente, ser uma muleta importante para a referência ofensiva. Todas estas características são dominadas por Jonas, figura maior do futebol benfiquista nas duas últimas temporadas. Importa então perceber, como é que poderá haver um Benfica competitivo e forte, se, o brasileiro não puder dar o seu contributo. Com a saída de Guedes ainda fresca…

Qualquer equipa sente a falta do seu jogador mais decisivo. Qualquer equipa joga melhor com o seu melhor jogador em campo. Parecem duas ideias feitas do futebol. E, de certa forma, é impossível contrariá-las. No caso específico do Benfica, convém, mais do que tudo, explorá-las.

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Jonas é peça fundamental no Benfica Fonte: Facebook Oficial de Jonas
Jonas é peça fundamental no Benfica
Fonte: Facebook Oficial de Jonas

Jonas fez falta. O Benfica teria perdido os mesmos jogos com ele em campo? Impossível saber. Porém, um jogador que oferece criatividade, inteligência de movimentos sem bola, capacidade no último passe e…golo. Muito golo. Apesar de alguma indefinição inicial, Rui Vitória apostou em Guedes e o português cumpriu com distinção. Oferecendo coisas diferentes, o jovem avançado conseguiu “reinventar” a posição dentro do modelo benfiquista assente num princípio assinalável: não substituir Jonas, mas sim, dar ao colectivo as suas características.

Agora que a Champions está aí à porta, um novo debate promete animar as tertúlias futebolísticas. Deve ou não o Benfica solidificar o seu meio-campo e jogar com três médios em jogos de exigência máxima? A contratação de Felipe Augusto terá sido já a penar um pouco nisso. Agora Rui Vitória tem o poder da decisão. Fortalece o meio-campo e (re)coloca Pizzi na ala – a equipa perdia largura e o seu maior criativo da zona de decisão, mas ganhava inteligência na ala – ou introduz um sistema com três médios e obriga Jonas a jogar fora da sua zona de conforto. A solução da ausência de Jonas teria aqui, nesta situação, de ser também equacionada.

Sempre com a solução Rafa à espreita – o português, em determinados momentos do jogo, pode oferecer coisas diferentes naquela posição -, o Benfica tem um cenário de dilemas tácticos nesta sua posição que tem um dono que a interpreta como poucos. As questões ficam lançadas e o talento, para gáudio de Rui Vitória, também abunda…