Após a derrota em Lyon, o Benfica continua um nebuloso mês de novembro e o seu ciclo de quatro jogos fora de portas: pisou a Luz no fim-de-semana passado, com o Rio Ave, e só lá voltará no dia 30, contra o Marítimo de Nuno Manta Santos. Pelo meio, Santa Clara, Leipzig e Vizela terão de arrumar a casa e preparar a recepção aos comandados de Bruno Lage, que andarão com as malas às costas em atarefadas deslocações.

Os açoreanos recebem o Benfica na oitava posição, a três pontos da zona europeia, e querem continuar a sua ascensão classificativa. Depois de uma época transacta tranquila, João Henriques enfrenta agora o desafio da consolidação insular na Liga NOS e a chegada à porta do Top 5, num saudável processo evolutivo de uma equipa bem orientada e com boas individualidades, como Osama Rashid, o farol do meio-campo e indiscutível da equipa.

Tem sido recorrente a aposta do 3-5-2 no campeonato e é possível que o técnico de 47 anos volte a apostar em três centrais, o que oferecerá novos desafios a Bruno Lage, que terá necessariamente de repensar a sua abordagem na manobra ofensiva da equipa. Apesar da má fase em termos de eficácia na finalização, as qualidades de Zé Manuel ou Thiago Santana poderão ser aproveitadas no espaço deixado pelo bloco alto benfiquista.

Iraquiano formado no Feyenoord, Osama Rashid, já representou a sua selecção por 21 vezes
Fonte: CD Santa Clara

Depois da insana regularidade de competição, com partidas de três em três dias, o Benfica finalmente terá uma semana de preparação para o encontro seguinte. A viagem até Vizela, para a Taça, servirá como oportunidade para os menos utilizados ganharem ritmo de jogo, ainda que o adversário requeira certas atenções: é o primeiro classificado da Série A do Campeonato de Portugal, conta oito vitórias em nove jogos e tem-se sentido relativamente confortável na prova rainha até agora, na qual se destaca a vitória fora frente ao Casa Pia, por 3-1. Que a famosa festa da Taça se faça apenas fora de campo…

E as viagens terminam em solo germânico, no estádio do terceiro classificado alemão: os homens de Nagelsmann já se impuseram na Luz e é previsível que façam o mesmo na Red Bull Arena, apesar de a partida ser essencial para a continuidade do Benfica na prova, na qual só a vitória interessa para a tão desejada chegada aos oitavos-de-final. Depois de atropelarem o Mainz por 8-0, os alemães foram a São Petersburgo controlar o Zenit num 0-2 relaxado, dada a disparidade em qualidade táctica e individual. Sem Rafa, muito terá de mudar Bruno Lage relativamente aos encontros europeus recentes, se a discussão do resultado for um objectivo.

No último lugar do grupo com três pontos, a única opção do Benfica é trazer a vitória da Alemanha e triunfar na última jornada, quando receber os russos na Luz: mas nem essa optimista previsão será suficiente, caso não haja a conjugação correcta nos restantes jogos do grupo. Leipzig e Lyon contam nove e sete pontos, respectivamente, e dependem apenas de si próprios para avançarem à próxima fase.

O mês antevê-se difícil e fulcral para as aspirações benfiquistas a toda a linha: um descuido em Vizela deita por terra um dos objectivos principais da época e a manutenção do status quo em Leipzig será sinónimo de pesadelo, muito mais traumatizante que as derrotas na Rússia e em França. Tem a palavra a equipa encarnada.

Fonte: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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