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NY Red Bulls 2-1 Benfica: Só faltou marcar mais do que o adversário

Pedro Machado · 4 min

NY Red Bulls 2-1 Benfica: Só faltou marcar mais do que o adversário

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Ainda não foi desta que o Benfica de Rui Vitória conseguiu vencer um jogo na pré-temporada. Os encarnados sucumbiram à maior eficácia dos norte-americanos e somam, já, três encontros sem vencer na fase de preparação para 2015/2016.

O resultado, segundo Rui Vitória, deverá ser relativizado e é nesta altura que, segundo o ribatejano, se deve errar de forma a mitigar os efeitos de um eventual erro em plena competição. Será dada, por isso, maior importância aos processos assimilados pela equipa do que propriamente ao resultado. A exibição terá, portanto, mais valor.

O adepto poderá não o ver assim, mas se, de facto, a exibição contar mais que o resultado, então Rui Vitória tem motivos para estar satisfeito. A nível físico apenas a espaços se foi notando a diferença de ritmo competitivo entre as duas equipas. A nível táctico, o Benfica, não esteve irrepreensível, mas foi notória a segurança da equipa na sua própria organização, quase não se notando a integração de oito caras novas no onze titular face ao utilizado diante da Fiorentina (entre elas, as de Ederson, Nélson Semedo, Carcela, Taraabt e Jonathan Rodríguez, que não integraram o plantel principal no ano passado) e a espécie de nuance introduzida por Rui Vitória neste encontro: jogo mais perto de um 4x2x3x1 que de um 4x4x2, com Taraabt mais recuado do que Jonas no papel de “segundo avançado”.

Pizzi esteve em destaque Fonte: Facebook oficial de Pizzi
Pizzi esteve em destaque
Fonte: Facebook oficial de Pizzi

Essa segurança permitiu ao Benfica um jogo mais desinibido desde o início, com excelente envolvência ofensiva desde os defesas laterais (especialmente Nélson Semedo, a revelar-se uma boa surpresa) aos alas, passando pela zona central, onde Pizzi foi o maestro de uma orquestra que, aos poucos, parece ir sendo afinada. Foi assim que o Benfica chegou ao golo. Uma bola cruzada por Nelson Semedo ressaltou para Carcela, que ao tentar contornar o adversário ofereceu a bola a Pizzi para o português, destemido romper pela grande área e atirar a contar para o golo inaugural.

A partir daqui, o Benfica fechou-se bem e continuou a ter bom caudal ofensivo, sobretudo no lado direito, com Carcela em evidência, revelando um entendimento notável tanto com Pizzi como com Jonathan Rodríguez e Taraabt. Não fosse o desposicionamento de Sílvio, por duas vezes apanhado a defender demasiado por dentro, e a exibição seria quase irrepreensível até ao momento em que Luisão teve um erro clamoroso: ao querer atrasar a bola para Ederson de primeira, o passe saiu curto e Wright-Phillips não perdoou e empatou o encontro, deixando-o assim até ao intervalo.

Durante o descanso houve muitas alterações do lado dos New York Red Bulls – “sobreviveu” apenas um dos centrais a esta “enchurrada” e o novo onze impôs mais dificuldades ao Benfica. Porém, essas dificuldades foram sendo contornadas pela rebeldia de iniciativas individuais levadas a cabo por Djuricic ou pelas excelentes combinações de uma sociedade que promete fazer sucesso na criação de perigo para as balizas contrárias: Pizzi/Carcela. Faltou sempre o mais importante para o resultado, os golos, mas aquilo que o Benfica fez para o conseguir revelou que há armas ofensivas quase suficientes para continuar a causar o pânico às defesas que defronta, mesmo sem contar com as principais.

Na defesa, ainda foram merecidos alguns reparos, nomeadamente na zona em frente à grande àrea, com os médios a acusarem a falta de ritmo competitivo no segundo golo da formação norte-americana: Grella simulou e quer Pizzi, quer  Samaris cairam para o mesmo lado, deixando uma brecha para o jogador dos New York Red Bulls assinar o golo da noite.

Mas de resto nada a apontar, a não ser a falta de eficácia. A eficiência dos demais processos ofensivos, a circulação de bola e a organização defensiva demonstram estar a ser bem trabalhadas de forma a chegar ao dia 9 de Agosto com a equipa devidamente preparada para um dos jogos mais importantes da época – a Supertaça é o primeiro jogo a doer e vale um título contra a equipa do antigo treinador.

Só resta mesmo marcar mais golos do que o adversário…

 

A Figura

Pizzi – Comandou o processo ofensivo benfiquista e partiram dele as principais iniciativas dos encarnados até à sua saída. Foi ele o responsável pelo futebol vertiginoso que já se vê, a espaços, na nova águia. O golo coroou aquela que viria ser uma das melhores exibições de um jogador do Benfica nesta pré-temporada.

O Fora-de-Jogo

Luisão – Errou clamorosamente no primeiro golo dos New York Red Bulls e voltou a a errar num passe que saiu demasiado curto, mas que foi corrigido por Samaris. O capitão continuou a ser a voz de comando habitual, mas a nível técnico esteve muito abaixo do que dele é esperado e isso custou caro ao Benfica.

 

Pedro Machado

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