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Não é segredo que uma das bases do sucesso e do reconhecimento do Benfica passa pela união entre adeptos e equipa. Tanto que ouvimos constantemente que “o Benfica move multidões”. Estamos habituados a ver adeptos a percorrer Portugal de lés a lés, atrás do seu clube, com estádios lotados em qualquer região do país. Também não são poucos os emigrantes ou até mesmo os estrangeiros que vêm de propósito a terras lusas para apoiar o SLB. Mas hoje o que merece destaque são as deslocações da massa associativa ao estrangeiro. Onde quer que o Benfica vá, há adeptos prontos a puxar pelos seus jogadores, enquanto entoam cânticos e gritos de apoio, de cachecol erguido e águia ao peito. Parte da história do Sport Lisboa e Benfica vai sendo também escrita pelos adeptos, porque o futebol não se faz apenas de táticas e competições, mas também de mística e paixão.

Recuemos, então, a 2005. O Benfica jogava a fase de grupos da Liga dos Campeões, em Paris, contra o Lille. Foi um jogo que ficou na memória. Bateu o recorde de assistências no Stade de France, numa competição europeia para um clube francês. Dos mais de 76 mil adeptos presentes no recinto, cerca de 40 mil eram Benfiquistas (o que equivale a, mais coisa, menos coisa, 52% dos espectadores)! Cinco mil viajaram de Portugal para apoiar o Glorioso no Estádio Nacional de França, sendo o restante número representado por emigrantes, tanto de França, como de vários outros países europeus. Nas bancadas, só dava Benfica, e parecia que se jogava na Luz.

O marbenfiquista faz-se ouvir em todo o lado Fonte: UEFA
O marbenfiquista faz-se ouvir em todo o lado
Fonte: UEFA

De França, voamos para Itália, porque não podemos falar em Benfiquistas pelo mundo sem mencionar a onda vermelha que conquistou Turim, em 2014, na segunda mão da meia-final entre Benfica e Juventus. Apesar de não ser uma final, os adeptos encararam-na como tal. Eram mais de três mil a pintar de vermelho o estádio da Velha Senhora, enquanto se fazia a festa pela passagem à final da Liga Europa. O palco dessa final foi também o Juventus Stadium, que opôs Benfica e Sevilha. Escusado será dizer que a corrida às bilheteiras foi imensa, tal como tinha acontecido no ano anterior, na final disputada com o Chelsea, em Amesterdão.

Em tempos mais recentes, temos de relembrar a deslocação a Munique na época passada, num jogo a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao Bayern. Os adeptos do Benfica esgotaram bilhetes e fizeram a festa nas ruas de Munique. Os alemães, habituados a arrecadar troféus mundiais, nem por isso deixaram de se render à paixão do povo Benfiquista, que no Allianz Arena também teimou em fazer-se ouvir, apesar da derrota por 1-0.

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Sem esquecer ainda as duas centenas de adeptos que se deslocaram ao Cazaquistão, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2015/2016, para acompanhar o Benfica em mais uma jornada europeia, contra o Astana. Nem o frio rigoroso que se fazia sentir naquela noite de novembro demoveu os ‘encarnados’, que fizeram história, na viagem mais longa da UEFA. Poucos clubes têm este efeito nos adeptos. Poucos clubes têm esta dimensão. Se isto não é amor, o que será?

Esta quarta-feira, outro teste põe à prova a equipa de Rui Vitória. A comitiva ‘encarnada’ voa para Dortmund, para jogar a segunda mão dos oitavos de final da liga milionária. Numa tentativa de garantir ingressos para a partida, vários adeptos pernoitaram junto às bilheteiras do Estádio da Luz, horas antes de os bilhetes serem postos à venda. Não foi preciso muito tempo para que esgotassem. Espera-se uma nova invasão ‘encarnada’, desta feita a um dos estádios mais emblemáticos da Europa, cuja anfitriã é a famosa Yellow Wall. A expectativa sobre o espetáculo nas bancadas é elevada.

Foto de capa: SL Benfica

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Alentejana que se mudou para a capital para estudar Jornalismo. Vibra intensamente pelo Sport Lisboa e Benfica e só perde um jogo em casos extremos. Erros gramaticais provocam-lhe arrepios.                                                                                                                                                 A Nadine escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.