Foi em Portimão que Rui Vitória orientou a última partida pelo Benfica. A rotura deveu-se aos consecutivos maus resultados e exibições ao longo da primeira metade da temporada, juntando-se o facto de ter sido eliminado da Liga dos Campeões na fase de grupos – ao ficar em terceiro lugar do grupo -, e de ter deixado o Benfica em quarto lugar, a sete pontos do líder, na Primeira Liga. A derrota contra o Portimonense foi a gota de água num copo já a transbordar da fúria dos adeptos a pedir ar fresco no banco encarnado.

Porém, antes da separação final, Vitória já estivera perto de sair do comando técnico, mas o presidente das águias, alegando ter visto uma luz, deu uma nova oportunidade ao ribatejano. Nessa altura, muitos não gostaram da decisão do presidente, mas as opiniões em concordância com Luis Filipe Vieira alegavam que trocar de treinador a meio da temporada seria desistir da conquista de títulos devido à instabilidade que poderia trazer ao clube. Uma questão pertinente, mas, agora vemos, errada.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Lage chegou-se à frente para comandar as tropas encarnadas e mostrou-se ser um grande sargento. A equipa cresceu logo desde o momento em que Lage assumiu o banco, até hoje, quando o Benfica se prepara para enfrentar o adversário que estreou o atual treinador: o Rio Ave. Isto significa que Bruno Lage está agora a completar uma volta do campeonato pelo Benfica, tendo enfrentado todas as equipas que o antigo treinador enfrentou. Desta forma, podemos comparar os números dos dois treinadores frente às mesmas equipas:

Foram 15 jogos, nos quais Rui Vitória venceu 10, empatou dois e perdeu três;

Bruno Lage, frente às mesmas 15 equipas, venceu 14 e empatou um.

Da herança de Rui Vitória, o atual treinador teve a despromoção à Liga Europa, sete pontos de distância da liderança da Primeira Liga, final four da Taça da Liga e quartos de final da Taça de Portugal. Os resultados deste ponto de partida, foram os quartos de final da Liga Europa, as meias finais de ambas as taças e a liderança isolada, a dois pontos do segundo classificado, da Primeira Liga, com apenas duas jornadas para o final do campeonato.

Assim, é evidente que a troca de treinador a meio da temporada, não trouxe nada de negativo ao Benfica. A esperança de alcançar algum título era baixa, mas com o novo timoneiro, rapidamente passou o medo de que esta troca fosse o mesmo que começar a preparar a próxima época. Foi bem mais que isso, já que o Benfica conseguiu chegar às últimas duas jornadas do campeonato na liderança, e, pelo meio, teve um caminho de luta em três frentes em simultâneo.

Foto de Capa: SL Benfica

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