Chegou ao Benfica em maio de 2018, por uma verba a rondar os dois milhões e meio de euros. Proveniente do Panathinaikos AO, o grego tinha agora a incumbência de afastar alguns fantasmas recentes que assolavam as redes encarnadas.

A primeira época do internacional helénico na Luz não podia ter corrido melhor, com o guarda redes a ser uma das peças fulcrais para a reconquista do campeonato por parte das “águias”. No total, Vlachodimos somou 54 jogos oficiais pelo Benfica no total da temporada, tendo sofrido 55 golos.

No entanto, Odysseas tem alguns aspetos a melhorar no seu jogo. Apesar de ser um guarda redes alto e com uma estampa física imponente, Vlachodimos demonstrou algum receio no que à abordagem a cruzamentos e cantos diz respeito, nunca tentando segurar a bola e a evitar o choque com os adversários. Outro aspeto no qual o helénico peca é no controlo da profundidade. Uma equipa como o Benfica, que joga num bloco médio-alto, precisa de um guarda redes que funcione como um líbero, sempre a controlar e a proteger as costas da defesa de possíveis bolas longas vindas do adversário.

O Benfica é, à 14ª jornada, a defesa menos batida da Primeira Liga
Fonte: Bola na Rede

Todavia, Vlachodimos parece ter melhorado todos os aspetos referidos anteriormente. Além de estar mais confortável a jogar com os pés – a sua qualidade de passe e receção aumentou substancialmente -, a sua leitura do jogo também melhorou, o que faz com que os encarnados joguem com uma defesa subida sem ter que se preocupar demasiado em ter as costas expostas.

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Odysseas Vlachodimos chegou como um desconhecido, que tinha a função de fazer esquecer nomes como Ederson Moraes ou Júlio César, mas está a tornar-se numa das principais figuras das “águias”. Agora, para o grego, só o Olimpo é o limite.

Foto de capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira