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Apesar da má fama e do parco proveito no que respeita ao lançamento de jovens jogadores da formação, consta que Jorge Jesus tem apreciado o talento e o trabalho de Tomás Araújo. As participações do central de 18 anos nos treinos do plantel principal têm-se tornado mais frequentes, apesar de ser altamente improvável que o jovem famalicense se estreie na equipa A na corrente época.

Com Otamendi e Lucas Veríssimo como os centrais pela direita que JJ tem à sua disposição, será quase impossível que o técnico português se enamore o suficiente pelo “72” do SL Benfica B para apostar verdadeiramente nele. Araújo – um dos muitos da formação do Seixal – tem, no entanto e por certo, um futuro demasiado promissor para ser travado pela ausência de aposta nos jovens encarnados.

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O defesa de 1,87m prima pela técnica acima da média para a posição, não estando, todavia, despojado dos fundamentos mais básicos que devem assistir qualquer central, mostrando-se competente no um para um defensivo, no jogo aéreo – sobretudo quando consegue antecipar-se e evitar a disputa mano a mano pelo ar – e na conquista da bola pelo uso do corpo, ainda que, pelos seus 81Kg, utilize mais a sua inteligência posicional do que o físico.

É precisamente a inteligência que mais valoriza Tomás Araújo. Apesar da tenra idade, parece conhecer o jogo como se de um jogador experiente se tratasse, errando pouco e, geralmente, sem gravidade. Defensivamente, a ausência de erros graves deve-se muito à sua postura exemplar, profissional e madura em campo, sendo um central que prefere não arriscar.

Araújo controla muito bem o espaço nas suas costas e usa a sua leitura de jogo para fazer as necessárias compensações e dobras, estando a sua parceria com Morato cada vez mais aprimorada também graças a isso. De resto, os centrais português e brasileiro, que têm sido aposta sólida de Nélson Veríssimo, complementam-se bem e não entram em choque, apesar de serem ambos líderes dentro de campo.

Tomás, contudo, apresenta uma liderança menos vocal, preferindo liderar pelo exemplo e pela manutenção de uma tranquilidade anormal para um jovem que defronta, jornada após jornada, adversários com literalmente o dobro da sua idade.

Na saída de bola, não tem medo de arriscar, fazendo usufruto da sua muita qualidade de passe, possibilitando à equipa saltar linhas ou cruzar setores com apenas um toque na bola. Nas subidas à área adversária, ajuda a criar perigo nos lances aéreos, mas mostra-se pouco prolífico, tendo apenas um tento apontado na corrente época.

Se o seu ritmo de crescimento se mantiver, o Sport Lisboa e Benfica terá em Tomás Araújo uma opção central bastante válida, dentro de um par de anos.

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