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Desde miúdos que passamos pela fase em que acreditamos no Pai Natal. Figura mítica que na noite de 24 para 25 de Dezembro nos abençoa com um saquinho cheio de coisas compradas à base do nosso comportamento durante esse ano. É um momento de alegria apenas frustrado por aqueles que decidem negar a existência do senhor desta quadra abrem as prendas um pouco antes da meia-noite. O Pai Natal, tal como outras entidades infantis, não existe, mas Jonas sim.

Era dos regressos mais aguardados pelos fãs de futebol. Mesmo aqueles que desejam o infortúnio ao Benfica queriam que o brasileiro voltasse a pisar os relvados. Pois bem, o tempo e a sorte fizeram o seu trabalho e o Rui Vitória fez o papel daquele menino de 8 anos que estraga a magia do Natal e pôs Jonas em campo frente ao Estoril. A sua lesão, abordada por mim noutras ocasiões, fez-nos temer o pior. Levantou questões. Quem é que fará o papel dele em campo? Será que vamos continuar a marcar? Até que ponto é que isto nos prejudica?

Mitroglou numa fase inicial e mais recentemente Jiménez fizeram o que deviam e corresponderam com golos. Aliás há uma emenda que tem já de ser feita: Jiménez deve continuar a jogar. Fugindo um pouco mais ao tema desta exposição. O mexicano está a fazer um excelente trabalho na frente de ataque encarnada. Tem marcado, desce no terreno e dá suporte à equipa para levar o jogo para a frente, muitas vezes é ele que inicia o processo de contra-ataque. Em suma, Jiménez tem de se manter. Voltando à premissa inicial. Jonas jogou os últimos 10 minutos na partida disputada no estádio António Coimbra da Mota. Jogou e fez jogar. No pouco tempo em campo teve duas ocasiões, ambas de canto, para facturar. Deu uma mini-aula sobre como é que um avançado se deve comportar em campo e, acima de tudo, agraciou os adeptos praticando a bela arte de jogar à bola.

O avançado brasileiro regressou ontem depois de quatro meses de ausência; Fonte: SL Benfica
O avançado brasileiro regressou ontem depois de quatro meses de ausência;
Fonte: SL Benfica 

Desde já que caia por terra a ideia de que ele vai ser titular indiscutível nas próximas partidas. Ele regressou agora, depois de uma longa paragem e ainda precisa de ritmo. Precisa destes 10 minutos que teve hoje, mais tarde precisará de 20 e mais adiante de 45. Aos poucos precisa de voltar. É como uma dançarina de uma companhia de bailado que torceu pé e que aos poucos vai sendo lançada até voltar a ser o Cisne.

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Até lá é continuar a confiar no trabalho do Rui. No crescendo que é o momento de forma de Rafa, na garra de Guedes, no dribling de Cervi, estabilidade do meio-campo, na virtude de Semedo e nos golos ora de Mitroglou ora de Jiménez. A defesa precisa de ajustes? Sim. Mas vamos deixar isto para outras núpcias. O que interessa é que o 10 do Benfica voltou a jogar. Voltou a mostrar vida e alenta a esperança encarnada que lá para fins de Janeiro princípios de Fevereiro podemos contar com ele na máxima força.

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João Valente é um apaixonado pela arte do futebol. Nascido e criado durante boa parte do tempo em Lisboa, começou a seguir este desporto com uns tenros quatro anos e, desde então, tem sido um namoro interminável. É benfiquista de gema – mas não um que só vê Benfica à frente! É alguém que sabe ser justo quer o Benfica ganhe ou perca e que está cá para salientar os porquês, na sua opinião, dos resultados. Como adepto de futebol que é não segue só a atualidade do futebol português; faz questão também de acompanhar a par e passo o que de mais importante acontece nos principais campeonatos. A conjugar com o seu interesse pelo futebol, e pela malha, desporto que descobriu porque o seu avô era campeão lá na rua, veio a escrita, forma que encontra de expor os seus pensamentos na esperança de um dia se tornar num grande jornalista de desporto, algo que dificilmente acontecerá mas, tudo bem, ele um dia há-de perceber isso.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.