Chega a primeira grande paragem da temporada, devido a compromissos para seleções. São cerca de duas semanas até ao próximo jogo oficial. Até lá, Bruno Lage e restante equipa técnica têm muito trabalho pela frente. Após a última derrota no jogo contra o Zenit, para a Liga dos Campeões, ficou claro – se já não o era – que o Benfica está a atravessar um momento delicado nesta fase da época.

Após um início fulgurante, com uma vitória expressiva sobre os “eternos rivais”, na Supertaça, e com uma goleada na estreia da presente edição da Liga NOS, o Benfica tem vindo a passar por uma fase menos positiva no que à qualidade do futebol praticado diz respeito.

Bruno Lage atravessa o momento mais complicado desde que assumiu o comando técnico do Benfica
Fonte: SL Benfica

Apesar do segundo lugar na Liga, com 18 pontos, e de apresentar uma maior consistência defensiva em relação ao ano passado, o Benfica aparenta estar num deserto de ideias no que concerne à produção de jogo ofensivo.

Os comandados de Bruno Lage apresentam um jogo ofensivo lento e previsível, que permite às defesas contrárias fechar facilmente os caminhos para a baliza. A integração de Taarabt na equipa tem, em parte, ajudado a quebrar a monotonia de processos, trazendo uma visão de jogo mais refinada, aliada a uma capacidade de explosão com bola que permite queimar linhas no processo de construção de jogo da equipa.

Taarabt tem assumido um papel preponderante nas “águias”
Fonte: SL Benfica

No entanto, o renascimento do marroquino não é suficiente para suportar todo o futebol do Benfica. É, portanto, imperativo a criação de novas dinâmicas de jogo entre os jogadores, assim como um reset ao espírito da equipa.

Para além da lentidão de processos e de alguma ausência de atitude, a falta de faro de golo demonstrado por parte dos avançados encarnados tem contribuído para o agravar da situação das “águias”. Os três “pontas de lança” encarnados (Raúl de Tomás, Seferovic e Vinícius) valem, entre si, quatro golos no total da temporada: números bastante modestos num clube que luta por títulos e que ambiciona voar alto na Europa.

Bruno Lage tem agora um período para reajustar e reflectir sobre quais são as melhores ideias e estratégias para acordar o Benfica que jogou e encantou na segunda metade da época passada. Não vai ser uma tarefa fácil – é certo -, mas qualidade não falta ao plantel encarnado e o técnico português já demonstrou ter excelentes capacidades técnico-táticas para dar a volta a situações menos favoráveis.

Foto de capa: SL Benfica

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