A CRÓNICA: BENFICA SOMA QUARTO EMPATE CONSECUTIVO

O SL Benfica entrou esta tarde frente ao Portimonense SC sabendo que uma vitória poderia significar a liderança isolada da Primeira Liga. O FC Porto entrou em campo às 21h15, pelo que os homens de Bruno Lage poderiam pressionar os azuis e brancos.

Os encarnados entraram a querer assumir o controlo do jogo. No entanto, esta era lenta e previsível, assemelhando-se ao que foi apresentado diante do CD Tondela. Após dez minutos de jogo, as “águias” começaram a meter o pé no acelerador e, aos 14 minutos da partida, acabam por fazer a primeira jogada de perigo do encontro. Uma combinação de qualidade entre Pizzi, encostado à linha, e André Almeida, por dentro, a resultar num cruzamento perigoso do “34” dos encarnados, Gonda sai a soco a meia altura, a bola sobra para Rafa e o avançado das águias atira muito por cima.

O aviso estava dado e apenas três minutos depois, aos 17’, inaugura o marcador. Rúben Dias descobre com uma paralela pela relva o movimento diagonal e em profundidade de Rafa, que, já com bola penetra na área algarvia. Após o compasso de espera (por Pizzi), o “27” benfiquista endossa o esférico ao transmontano e este atira com violência na direção das redes à guarda de Gonda.

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Estava feito o primeiro, e os encarnados estavam a dar uma boa resposta em campo face aos incidentes após a partida da jornada passada. Os encarnados apresentavam uma maior procura pelo jogo interior, sendo que a dupla Weigl – Taarabt perimitiu uma boa dinâmica de passe no interior do terreno. Aos 31 minutos, e após um erro crasso de Lucas Possignolo, André Almeida faz o segundo da partida para as “águias”. Chegava o intervalo e os encarnados seguiam para o intervalo com uma vantagem relativamente confortável no marcador.

Porém, tudo iria mudar no segundo tempo. Ao intervalo, Paulo Sérgio promoveu a entrada de Aylton Boa Morte e de Fali Candé (para os lugares de Henrique e Pedro Sá, respetivamente), o que levou a uma maior capacidade de pressão da equipa da casa sobre os encarnados. Essa aposta iria compensar e, aos 66 minutos, os aurinegros acabariam por reduzir, através de bola parada. Dener saltou mais alto do que os defesas encarnados e relançava o jogo em Portimão.

Paulo Sérgio ainda não estava satisfeito e lançou o possante avançado Beto, aos 70 minutos, empurrando cada vez mais os encarnados para o seu meio campo. Seis minutos depois, através de um potentíssimo remate fora de área, Júnior Tavares restabelece a igualdade no marcador.

Até ao final da partida, as “águias” tentaram fazer, através de jogo direto, o terceiro golo que garantia os três pontos e, ainda que temporariamente, a liderança isolada da Primeira Liga. O Benfica deixa assim fugir a oportunidade de assumir a liderança, após ter uma vantagem de dois golos, com a agravante de poder ter perdido Jardel e Grimaldo devido a lesão.

A FIGURA

Fonte: Portimonense SC

Paulo Sérgio – O técnico português, perante uma desvantagem de dois golos ao intervalo, conseguiu reformular a estratégia e não teve receio de mexer ao intervalo. O empate acaba por ser um resultado justo devido às mudanças implementadas pelo técnico (e por algum demérito dos encarnados)

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Equipa do SL Benfica – Não é compreensível uma equipa com aspirações a chegar ao título perder uma vantagem de dois golos, em particular numa altura delicada como é aquela em que se encontra. As “águias” só ganharam um jogo nos últimos dez que disputou, pelo que se pede uma introspeção aos jogadores e restante equipa técnica.

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os comandados de Paulo Sérgio apresentaram-se num 4-2-3-1 que, com o bloco médio-baixo, com os alas fechados, se tornava num 4-5-1 autêntico, sempre à espreita do contra ataque para atacar a baliza encarnada. A abordagem mais passiva ao jogo, ao deixar o Benfica trocar a bola, não resultou e ao intervalo estava em desvantagem.

No entanto, com as alterações promovidas na segunda parte, o Portimonense reinventou-se numa espécie de 4-3-3, com a entrada de Aylton para a direita, e tornou-se numa equipa mais agressiva e pressionante na primeira fase de construção das “águias”. A estratégia resultou, dado que o jogo ofensivo dos encarnados no segundo tempo foi praticamente nulo e que a equipa da casa conseguiu pontuar frente a um candidato ao título.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (3)

Hackman (3)

Lucas Possignolo (3)

Willyan (3)

Henrique Custódio (3)

Lucas Fernandes (2)

Dener (3)

Pedro Sá (2)

Júnior Tavares (3)

Bruno Tabata (2)

Vaz Tê (2)

SUBS UTILIZADOS

Aylton (3)

Jadson (2)

Fali Candé (3)

Rômulo Machado (2)

Beto (3)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Após um começo com o pé esquerdo no regresso à competição frente ao CD Tondela, os encarnados queriamdar a volta por cima esta tarde. A equipa de Bruno Lage apresentou-se no seu típico 4-4-2, com uma alteração face à última partida: Cervi entrou no onze e Gabriel foi para o banco.

Os encarnados apresentaram ideias interessantes na primira parte, com a dupla Weigl-Taarabt a carburar bem no centro do terreno. Os homens de Bruno Lage procuraram sair com a bola no pé, construindo o jogo com Weigl a descair para o meio dos centrais,  privilegiando o jogo interior, com os extremos a ir para dentro, deixando as alas para os laterais. A estratégia correu de forma perfeita na primeira parte: os jogadores iam fazendo a bola circular bem, os golos surgiram e tudo parecia estar sob controlo.

No entanto, e sem se perceber muito bem porquê, os comandados de Bruno Lage entraram no segundo tempo com uma postura mais permissiva, recuando o bloco e deixando os aurinegros trocarem a bola no seu meio campo. O resultado ajusta-se pela segunda parte fraca dos encarnados, pelo que é preciso começar a arrepiar caminho pois, caso contrário, a luta pelo título torna-se uma miragem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (3)

André Almeida (3)

Rúben Dias (3)

Jardel (2)

Grimaldo (3)

Weigl (4)

Taarabt (3)

Pizzi (4)

Cervi (3)

Rafa (3)

Vinícius (2)

SUBS UTILIZADOS

Ferro (3)

Dyego Sousa (2)

Seferovic (2)

Nuno Tavares(2)

Gabriel (2)