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Com o final do campeonato aí à porta, é tempo de olhar para trás e fazer uma retrospetiva dos pontos positivos e negativos da época que passou. Mas também de alguns enigmas se fez a liga de futebol de 2016/17. Para os lados da Luz, um dos maiores mistérios é o ‘desaparecimento’ de André Horta.

O médio surpreendeu tudo e todos depois da chegada ao Benfica. Quando se esperava que fosse emprestado a outro clube, Horta chegou, viu e venceu. Jogando na posição de 8, o jovem português conquistou a titularidade na equipa ‘encarnada’ e mostrou ao ‘mister’ Rui Vitória de que fibra era feito, fazendo tudo para agarrar a oportunidade. Integrou o onze inicial na Supertaça e em mais oito jogos do Benfica (incluindo na Liga dos Campeões).

O jogador de 20 anos vivia o verdadeiro sonho de águia ao peito e assumia cada vez mais o status de titular indiscutível. No entanto, num ano mais do que recheado de lesões, o ‘camisola 8’ não deixou de marcar presença no Benfica LAB. Uma lesão muscular tirou o ex-vitoriano dos relvados em outubro, obrigando a uma ausência que durou até novembro.

 

Entretanto, recuperou da lesão. Mas, a partir daí, só voltou a calçar durante 30 minutos, quando o Benfica se deslocou ao Dragão para somar um empate contra os ‘azuis e brancos’. Sem qualquer explicação, Rui Vitória nunca mais contou com André Horta, livre dos problemas musculares que o haviam afastado das quatro linhas. Desde janeiro, apenas jogou quatro vezes, e há dois meses que foi ‘despachado’ para a bancada (isto quando tem a ‘sorte’ de ser sequer convocado).

André Horta jogou pela última vez frente ao Belenenses, em Marçom durante cinco minutos Fonte: SL Benfica
André Horta jogou pela última vez frente ao Belenenses, em Março, durante cinco minutos
Fonte: SL Benfica

Tendo em conta que André Horta era titular até se lesionar e que, desde o final de janeiro, apenas alinhou durante meia dúzia de minutos, há que procurar uma justificação plausível para o seu afastamento.

Para além da condicionante de Pizzi contar há imenso tempo com quatro amarelos e muito cansaço nas pernas. Por que motivo Horta nem tem direito a sentar-se no banco? Sendo ainda muito novo, o Benfiquista tem ainda muita margem de progressão, mas qualidade para ser, pelo menos, um justo suplente não lhe falta.

Este cenário é encarado como um pau de dois bicos: por um lado, atendendo ao seu regresso pouco auspicioso a curto prazo ao seu clube do coração, os primeiros meses de águia ao peito foram deveras positivos; contudo, partindo dessa progressão bastante satisfatória, a sua deslocação repentina do 11 titular para a bancada é um tanto ou quanto macarrónica.

De notar ainda que, na minha opinião, Horta reúne mais condições futebolísticas que Filipe Augusto para assumir o lugar no plantel Benfiquista (no entanto, o ‘camisola 6’ ainda vai tendo minutos). Certa é a incerteza sobre o futuro do médio-centro no clube da Luz.

E a pergunta mantém-se: que é feito de André Horta?

Foto de Capa: Jogadores 

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