sl benfica cabeçalho 1Jogo-chave para a decisão do campeonato em Vila do Conde, terreno sempre difícil para o Benfica. No mesmo sítio em que colocou em risco o “bi” do passado ano, abriu as portas do “tri” com o jogo de hoje. O Benfica ultrapassou o adversário mais difícil até final da época e aquele em que o rival colocava muitas das suas fichas de esperança na conquista do título. A única alteração em relação ao jogo com o Vitória de Setúbal foi o regresso de André Almeida à direita da defesa, em substituição de Nélson Semedo, que à tarde jogara pela equipa B. De resto, o onze do costume e que começa a dar evidentes sinais de cansaço, com Pizzi, Gaitán e Jonas à cabeça neste capítulo. Ressente-se disso, naturalmente, a equipa, já que são 3 dos principais criadores do jogo encarnado.

Ainda nem 5 minutos de jogo se haviam cumprido quando apareceu a primeira grande (e praticamente única) oportunidade de golo para o Benfica: Pedrinho negou, em cima da linha, o golo após cabeceamento de Jardel. Poder-se-ia ter pensado que esse lance seria um bom prenúncio para uma entrada forte da equipa de Rui Vitória mas assim não foi. O Rio Ave surpreendeu e surgiu em pressão alta e dificultava a ligação do jogo do Benfica logo desde a fase defensiva. Assim se explicou uma primeira parte de pouquíssima inspiração de ambos os lados.

Jiménez voltou a valer "ouro" para o Benfica Fonte: #SL Benfica
Jiménez voltou a valer “ouro” para o Benfica
Fonte: SL Benfica

No reatar da partida tudo pareceu diferente. O bicampeão acordou e percebeu que teria de fazer muito mais para poder regressar à liderança do campeonato. Em cinco minutos criou duas oportunidades na cara de Cássio, às quais Jonas e Gaitán não conseguiram dar o melhor seguimento. O Rio Ave ia aguentando lá atrás e tentava lançar Héldon e Kuca no contra-ataque, situações que Fejsa (sublime jogo!), Lindelof e Jardel iam resolvendo com maior ou menor dificuldade. Aos 67 minutos, um momento chave da partida: Rui Vitória foi ao banco e lançou o salvador Jiménez para a partida e ainda Salvio, para o lugar dos imensamente desinspirados Mitroglou e Pizzi. O Benfica já justificava a vantagem e finalmente ela chegou ao minuto 75. Um corte defeituoso de André Vilas-Boas foi devolvido pela barra e lá estava o mexicano para dar asas à alegria encarnada e escancarar as portas do tricampeonato. A estrelinha de campeão voltou a sorrir ao Benfica e a Jiménez, que já em Coimbra havia resgatado a vitória para a equipa da Luz. Até final, Samaris entrou para o lugar de Jonas e ajudou a segurar um possível assalto do Rio Ave, que nunca se veio a concretizar pelo nítido cansaço da equipa vilacondense. Aliás, se alguém se lembrar de um lance de perigo do Rio Ave durante os 90 minutos, que se acuse…

A Figura:

Fejsa: Um autêntico “tractor” no meio-campo encarnado. Mais uma grande exibição do trinco sérvio, que oferece à equipa uma segurança defensiva que Samaris não consegue dar.

Anúncio Publicitário

O Fora de Jogo:

Renato Sanches: Jogo para esquecer do jovem médio. Entre passes falhados, mau posicionamento e desconcentrações incompreensíveis, foram várias as vezes em que deixou Fejsa descompensado perante os três homens do meio-campo do Rio Ave.

 

Artigo anteriorSalvou-se a medalha
Próximo artigoEstoril Open 2016: A sorte foi madrasta
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.