Royal Standard Liège 2-2 SL Benfica: Problemas atrás, desperdício na frente

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A CRÓNICA: ENCARNADOS NÃO CONSEGUEM PRIMEIRO LUGAR DO GRUPO

Depois de prometer mudanças na antevisão à partida, Jorge Jesus consumou cinco alterações com o Standard de Liège em relação ao onze que defrontou o FC Paços de Ferreira. Apesar disso, manteve-se a dupla Weigl-Taarabt no centro do terreno e foi a partir da qualidade técnica dos dois que o Benfica conseguiu exibição agradável no Maurice Dufrasne, que nas suas bancadas despidas exibiu faixa pertinente – “Football without fans is nothing”.

Aos dez minutos, já o Benfica levava três oportunidades flagrantes de golo. As movimentações de Darwin aliavam-se à criatividade de Everton e Waldschmidt para dinamitar a frágil defensiva belga, impotente perante a qualidade individual portuguesa.

Foi com consternação portanto que se assistiu ao golo de Raskin à passagem do minuto 12, num golo em que mais uma vez ficou demonstrado a ineficaz organização encarnada no momento de defender. Entre os centrais surge o baixinho médio-ofensivo que finalizou de cabeça o bom cruzamento vindo da direita: Philipp Montanier, certamente admirado, sorriu.

Não durou muito a vantagem, já que o Benfica consumou o domínio três minutos depois e manteve a toada até ao intervalo, ameaçando por inúmeras vezes a baliza de Botard. É de salientar a grande exibição do guarda-redes, com sete defesas.

Na segunda metade, o desgaste físico das principais peças encarnadas levou a um jogo muito mais aberto, no qual os belgas se sentiram muito mais à vontade para explorar o (muito) espaço no sector recuado adversário e das suas variadas desatenções –  não será exagero falar num certo… desleixo.

Foi assim que surgiu o 2-1 por Tapsoba, que aproveitou essa displicência para preparar, com toda a calma do mundo, um remate certeiro fora-de-área.

Pizzi, recém-entrado, aproveitou para empatar o jogo com penálti (inexistente) e a equipa pareceu querer resolver definitivamente a questão: mas a sobranceria na hora de finalizar foi evidente e os encarnados apenas se podem queixar de si próprios pelo resultado, penoso tendo em conta os intervenientes e a diferença de nível entre as duas equipas.

Continua sinuoso o caminho do Benfica de Jorge Jesus.

 

A FIGURA

Standard Liège
Fonte: Royal Standard Liège

Arnaud Bodart – O guarda-redes belga do Standard de Liège foi mantendo a equipa na disputa pela vitória com inúmeras intervenções de alto nível – e, quando não era ele, mandava o poste ou o travessão resolver o assunto. Intransponível, é dele o ponto que os belgas recolhem duma partida em que esperavam resultado dilatado.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Tavares – Continua a acumular erros infantis e precipitações constantes, sobretudo na recepção de bola. Em Liège, apesar de boas combinações com Everton, nunca deu segurança aos colegas do lado e as perdas de bola – 18 – foram imensas para um jogo desta magnitude. Agradeceu Raskin, que por ali andou a aproveitar as deixas para comandar os contra-ataques.

 

ANÁLISE TÁTICA – ROYAL STANDARD LIÈGE

O 3-4-2-1 ou 5-4-1 de Montanier voltou a marcar presença. Cimirot teve responsabilidade como terceiro central que não se coibia de subir para formar o 4-3-3 que por vezes o Standard assumiu em posse.  A última linha teve inúmeros problemas com a mobilidade de Darwin e com o jogo interior de Everton e Pedrinho, sobretudo porque Raskin e Bastien, os homens das alas mais adiantadas, mantinham posição à espera da transição rápida.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Bodart (8)

Jans (5)

Bokadi (7)

Cimirot (6)

Konstantinos (6)

Gavory  (5)

Raskin (7)

Shamir (7)

Balikshiwa (6)

Bastien (7)

Tapsoba (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Fai (5)

Muleka (6)

Oulare (6)

Joachim Carcela (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

João Ferreira ocupou-se do lado direito – com competência – e Nuno Tavares percorreu o corredor esquerdo, ambos na procura do muito espaço deixado pelos extremos. Weigl entregou todas as tarefas ofensivas a Taarabt e fixou-se perto de Jardel e Verthongen, assumindo-se claramente como “ferrolho”. Pizzi entrou para terceiro médio e cumpriu de forma exemplar a posição, oferecendo critério na gestão da posse de bola.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (4)

João Ferreira (6)

Jardel (6)

Verthongen (6)

Nuno Tavares (4)

Weigl (6)

Taarabt (5)

Pedrinho (5)

Everton (7)

Darwin (6)

Waldschmidt (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Pizzi (7)

Rafa (5)

Gabriel (-)

Cervi (-)

Seferovic (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Cantoneiro
Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

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