Rui continua a não soar a ‘Vitória’. Onde andas tu, grande Benfica?

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Após as más memórias de uma campanha deprimente na anterior edição da liga dos campeões, o Benfica tem a obrigação de fazer mais e melhor este ano. Não haverá desculpas algumas para mais fracassos, até pelo esforço financeiro de que o clube foi sujeito, para entregar ao staff técnico todas as ferramentas para alcançar o sucesso europeu.

O sorteio que ditou o grupo E com Bayern München, Ajax e AEK, não foi de todo mau. Avaliando os outros possíveis adversários que poderiam ter calhado, o Benfica tem a obrigação de fazer valer este sorteio e passar à próxima fase. Mas tudo isto aplica-se à teoria, porque na prática, o que se tem visto, traz uma opinião bem diferente.

Jogando em casa, diante do colosso Alemão, Bayern München, os encarnados tiveram desde logo na primeira jornada da fase de grupos, um dos jogos mais difíceis. A jogar contra o campeão alemão, na melhor das hipóteses teria que o Benfica pelo menos arrecadar um empate. E não falo de uma vitoria porque seria expectável que algo não acontecesse. Pelo menos para quem não tivesse atento ao que têm sido estes últimos três anos.

Ao que me refiro, são as paupérrimas exibições. A falta de carisma que se reconhece a este Benfica, faz com que me pareça que todas as possibilidades de passagem aos oitavos de final, sejam meramente uma fantasia.

Rui Vitoria continua a ser o elo mais fraco desde Benfica Europeu
Fonte: SL Benfica

O que se reconhece realmente, ao longo destes três anos, é a falta de uma identidade própria. Uma equipa coletiva, dentro de campo, tem de ter comportamentos pré-estabelecidos e consolidados para que esteja mais próxima da vitória. Isto é, se quiser estar perto do sucesso, tem de ter uma ideologia uniforme. Uma proposta que tenha dentro dela os princípios e sub-princípios de uma equipa vencedora.

Começa a ser desgastante para um adepto fervoroso, ver o seu clube a queimar etapas nas provas europeias, perdendo fulgor ano após ano. Verdade que o fosso que se tem criando para os grandes clubes europeus, a nível financeiro, não tem ajudado. Mas o jogo continua a ser onze contra onze, e o que tem de prevalecer é o coletivo, só depois vem o individual como último recurso. Para isso é que existe o treino e o treinador. Se nada disto fizesse sentido, para que haveria treinos durante a semana ou até mesmo treinadores?

E é exatamente a isto tudo que me refiro, que aconteceu mais uma vez hoje, no estádio da luz, na hora nobre e no maior palco de todos.

João Reis
João Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde de 1993 que a cor que lhe corre nas veias é vermelha e branca! Quando era mais novo, chegou a jogar no clube rival de Lisboa, mas nunca escondeu que o seu grande amor era o Glorioso. Tem uma enorme admiração pelo Liverpool FC. Gostava de um dia ir a Anfield Road e cantar bem alto a canção que imortalizou os Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone!" A dar os primeiros passos como treinador de futebol, o seu maior sonho é treinar o clube de coração e alma, o Sport Lisboa e Benfica.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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